Jundiaí

AUJ estuda retorno das aulas presenciais apenas para 2021

CRECHE NO PERIODO DAS FERIAS CRECHE MANOEL ANIBAL MARCONDES
Crédito: Reprodução/Internet
Mesmo com o avanço da flexibilização do Plano São Paulo, a retomada das aulas presenciais é uma questão que tem preocupado muitos municípios. De acordo com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, os administradores terão autonomia para decidir quando as aulas serão retomadas, mas devem seguir todas as determinações de segurança e higiene preestabelecidas nos protocolos de saúde. O presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, Gabriel Maranhão (Cidadania), afirma que as aulas presenciais no ABC paulista vão retornar apenas em 2021. A Prefeitura de Jundiaí, por meio do Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC), alega que até o presente momento não há previsão para o retorno às aulas presenciais nas escolas do município. É o que reafirma a gestora de Educação, Vasti Ferrari Marques. "Estamos debatendo a questão junto ao AUJ, mas existe sim uma tendência de não retornarmos neste ano, principalmente considerando o fato de ainda estarmos na Fase Laranja e das crianças serem um vetor de transmissão da doença", explica. A gestora ressalta ainda o risco que o retorno pode representar um risco não só para os 39 mil alunos, como também para os quatro mil servidores da educação. "Muitos teriam que pegar o transporte público e se expor a um risco que não estão correndo dentro de suas respectivas casas", pontua. Vasti declara ainda que em breve a Unidade de Gestão Escolar (UGE) fará um anúncio oficial informando a decisão tomada pelo município, mas já adianta que, caso o retorno seja neste ano, a presença será facultativa e as tarefas em casa poderão ser mantidas. NA REGIÃO No Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ), os gestores alegam que as possibilidades ainda estão sendo estudadas. O secretário de educação de Campo Limpo Paulista, Wilson Roberto Caveden, afirma que a cidade não possui perspectiva de retorno. "É uma questão complexa não apenas pelos riscos da pandemia, como também pela estrutura que isso demandaria das escolas, levando em conta o distanciamento e as medidas de higiene", declara, ressaltando que caso haja retorno em 2020, apenas um terço dos alunos poderá estar em sala de aula. Em Jarinu, o secretário de educação, José Ivan Musseli, se preocupa com os riscos que os assintomáticos podem representar para a comunidade escolar como um todo. "O retorno previsto para aulas, do governo estadual, é 8 de setembro, porém no município não temos decidido ainda", diz. O município de Itupeva, por sua vez, elaborou o ‘Plano Itupeva de Retorno às Aulas Presenciais’ que, entre outras ações, estabelece as condições técnicas e sanitárias, a não obrigatoriedade da frequência, pois todos os estudantes estão sendo atendidos pelo Programa Educação Domiciliar, que oferta o ensino remoto por meio de atividades impressas que são entregues diretamente às famílias itupevenses. A secretaria estabelece o atendimento de no máximo 30% da capacidade das unidades escolares, além das adequações estruturais nos espaços físicos, formação de servidores frente aos novos desafios, atendimento prioritário as turmas de séries finais do Ensino Fundamental, em especial os quintos anos, divisão das turmas em dois grupos e frequência de apenas dois dias por semana com redução de horas. Em Cabreúva, a Secretaria de Educação também afirma que não existe data definida para o retorno às aulas presenciais na Rede Municipal Pública de Ensino, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Procurados, Várzea Paulista e Louveira não responderam até o fechamento desta edição. INSTRUÇÕES De acordo com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, o cronograma de reabertura das escolas está diretamente condicionado às fases de flexibilização do Plano São Paulo. A retomada das aulas presenciais só vai acontecer se todas as regiões do estado permanecerem na etapa amarela, a terceira menos restritiva segundo critérios de capacidade hospitalar e progressão da pandemia – por 28 dias consecutivos. O governo do estado estima que o sistema educacional paulista envolva 12,3 milhões de alunos da educação infantil, básica, superior e profissionalizante, além de 1 milhão de professores e demais profissionais. [caption id="attachment_98522" align="aligncenter" width="800"] Caso o retorno aconteça neste ano, a presença dos alunos será facultativa[/caption]   [caption id="attachment_98523" align="aligncenter" width="800"] Em Jundiaí há mais de 4 mil servidores envolvidos no ensino educacional[/caption]

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