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BANCO DE ALIMENTOS CHEGA A MAIS 3 BAIRROS DE JUNDIAÍ

ARIADNE GATTOLINI | 01/02/2019 | 08:00

“Quando eu abro minha geladeira e a vejo repleta de verduras eu até choro. Antes, a gente só comia arroz e feijão.” A dona de casa Sandra Pinheiro, 43 anos, três filhos, uma delas com necessidades especiais, mora na Região do Jardim São Camilo e é uma das atendidas pelo Banco de Alimentos, programa da Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento, da Prefeitura de Jundiaí. Mais três bairros serão contemplados com o programa no próximo mês (Jd. Novo Horizonte, Vista Alegre e Jd. Santa Gertrudes), em famílias atendidas pelo CRAS (Centro de Referência de Assistência Social).
O São Camilo foi escolhido para receber o projeto-piloto, que entrega cestas de legumes e verduras, que seriam descartados, para moradores em situação de vulnerabilidade social. As famílias apontam que, antes do programa, era raro comerem frutas. “É um produto muito caro”, afirma Lúcia Carvalho, 38 anos, mãe de seis filhos, de 11 anos a 4 meses. “Hoje, na minha casa tem batata, legumes e até laranja.”
As mulheres receberam durante meses que antecederam a instalação do programa oficinas de como preparar legumes e como preservá-los na geladeira. “Aprendi até a fazer maisena com casca de abacaxi”, afirma Lúcia.
Os alimentos são provenientes do Ceasa-Jundiaí. O que antes era descartado agora vira torta de abobrinha, refogado de legumes e bolo de cenoura. Após a coleta, a Fumas (Fundação Municipal de Ação Social) é a responsável por higienizar e embalar os produtos. Segundo a superintendente, Solange Marques, a fundação já tinha uma cozinha preparada para fazer sopas, agora também disponível para este novo serviço. “Hoje (31), preparamos 20 quilos de produtos.”
A gestora da UGADS Nádia Taffarello afirma que o projeto foi implantado em outras cidades do estado e que o próximo passo é a doação de alimentos também processados. “Estamos adequando a legislação”, afirma.
Para a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Vanessa Machado, é importantíssimo garantir a qualidade nutricional para as famílias, principalmente à crianças pequenas. “A nutrição adequada garante o desenvolvimento cognitivo.”
A nutricionista Rita Stringari acompanha as oficinas e é ela quem mostra como a criatividade e o manuseio adequado dos produtos podem trazer maior qualidade à alimentação. “Fazemos o resgate cultural, como preparar os alimentos e como inserir produtos novos à alimentação, além de enfatizar a amamentação até os seis meses.” Neste grupo, um bebê com lábio leporino aprendeu a se alimentar adequadamente.
Daiane Moura, de 29 anos, mãe de três filhos relembra que antes sua família comia ovo e arroz. “Agora, a gente recebe até mix de legumes.”

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