Jundiaí

Black Friday: consumidores temem ‘Black fraude’ na data


BLACK FRIDAY MOVIMENTO NO CENTRO MOVIMENTO LOJAS
Crédito: Reprodução/Internet
A menos de um mês para a chegada da Black Friday 2019, no dia 29 de novembro, os consumidores já começam a se preparar para não serem pegos de surpresa. O chefe do Procon de Jundiaí, Adilton Garcia, explica que, para que o consumidor consiga o desconto esperado, ele deve fazer com antecedência sua lista de compras para começar a pesquisar os preços dos produtos desejados. A data já se tornou uma das principais para os comerciantes do país e é aguardada com expectativa pelos consumidores. "Existem muitos estabelecimentos que ainda acabam vendendo produtos pelo preço de mercado, mas por colocarem sinalizações de promoção, desconto e Black Friday acabam confundindo os consumidores, que imaginam estar comprando algo por um preço muito mais em conta”, explica Adilton Garcia. De acordo com pesquisas, a principal queixa dos consumidores nas últimas edições foi a propaganda enganosa. Tanto que alguns consumidores já apelidarem o evento de ‘Black Fraude’. Além da propaganda enganosa, a prática da maquiagem, também conhecida como ‘tudo pela metade do dobro’ - que é basicamente aumentar os preços antes da data do evento para depois baixá-los e nomeá-los com ‘superdescontos’ - incomoda os consumidores. Por isso, Adilton Garcia ressalta: “É necessário fazer a pesquisa de preços com até seis meses de antecedência, para que o consumidor esteja ciente do real preço e não se engane com o valor apresentado no dia do evento”. Em 2018, as principais reclamações foram: propaganda enganosa, divergência de valores e problemas para finalizar a compra. O chefe do Procon também chama atenção em relação aos perigos nas compras virtuais. “A Black Friday, que ocorre tanto no varejo físico quanto no comércio eletrônico, tem na internet um grande público, que corre alto risco devido aos sites piratas. É importante pesquisar se tem reclamações sobre o endereço eletrônico em que vai fazer a compra. No próprio portal do Procon, procon.sp.gov.br, na primeira pagina já aparecem os sites que já deram problemas e que não são indicados. São mais de 400. Além disso, existe um decreto federal que fala sobre a obrigação de que logo, na página inicial desses sites de vendas, apareçam razão social, o CNPJ, o endereço físico e eletrônico, e o telefone. Sites que não contêm essas informações devem ser descartados imediatamente”, explica. Adilton também ressalta a importância de que os consumidores se certifiquem sobre o prazo de entrega, pois algumas vezes eles ficam insatisfeitos com a demora, mas, quando se dão conta, o prazo limite era maior ainda.  

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