Jundiaí

Brasileiros no exterior desejam regressar


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Crédito: Reprodução/Internet
Imagine planejar uma viagem dos sonhos para o exterior e, de repente, no meio da experiência, uma pandemia se instala pelo mundo, fazendo com que vários países fechem as fronteiras e coloquem todos em isolamento social, impedindo a volta para o país de origem. Essa é a realidade de muitos brasileiros no exterior que tentam voltar ao país, mas tiveram suas passagens canceladas ou adiadas por tempo indeterminado. A instrutora de yoga Milena Carvalho Guimarães, de 28 anos, é um exemplo dessa situação. Viajou para a Índia no dia 22 de janeiro para um congresso de yoga. O retorno estava marcado para o dia 6 de abril, mas a previsão é apenas para o dia 20 de abril. Outros 200 brasileiros pressionam a embaixada brasileira para tomarem medidas urgentes. “Quando anunciaram os 21 dias de isolamento na Índia eu realmente achei que não havia o que fazer porque o país estava fechado, mas um dia pela manhã saí para comprar comida e vi alguns ônibus de outros países transportando seus habitantes. Nesse momento percebi que as outras embaixadas estavam fazendo o possível para retirar as pessoas do país. Por sorte ou destino fui inserida em um grupo de WhatsAapp com outros 200 brasileiros”, conta Milena. Ela aguarda ansiosa o retorno para a casa. “Não posso reclamar da embaixada, pois eles respondem rápido. Há um meio de contato que funciona 24h e acredito que eles têm realizado todas as ações possíveis, mas o futuro é ainda incerto”, afirma a instrutora. América Central Em outubro do ano passado, a ginecologista e obstetra jundiaiense Eliana Alves, de 63 anos, programou uma viagem para Curaçao, no Caribe. Junto com a amiga Inês Rodrigues, de 64 anos, ela chegou à ilha no dia 16 de março e foi surpreendida com o anúncio do isolamento social, incluindo toque de recolher das 21h às 6h, por causa de três casos suspeitos, entre eles, o óbito de um turista holandês. Elas dizem que não foram informadas da situação antes do embarque. Eliana conta que o retorno estava programado para o dia 23 de março. “Recebemos um e-mail de cancelamento do voo do dia 23. Fomos para o aeroporto e depois de cinco horas conseguimos antecipar o retorno para o dia 22 de março. Horas depois, novo e-mail cancelando esse voo”, reclama. Elas recorreram à embaixada e receberam, segundo Eliana, toda atenção da cônsul honorária do Brasil em Curaçao, Waleska Schumacher. ”Desde o início ela nos deu todo apoio e todas as orientações. Foi formado um grupo para que todos recebessem as informações necessárias. Agora dependemos do governo brasileiro”, comenta. Outra preocupação da médica é em relação ao trabalho que desempenha no pronto-socorro de um hospital particular em Jundiaí. “Entrei em contato com o hospital colocando essa situação. Gostaria que eles entendessem que é por força muito maior. Sou médica e gostaria de estar ajudando neste momento”, finaliza Eliana. O isolamento social da ilha, conforme Eliana explica, foi pelo surgimento de três casos suspeitos e a morte de um turista holandês. “Com a determinação de fechamento do comércio nós ficamos confinadas no resort em que estávamos hospedadas. No dia 23 tivemos de sair do hotel, pois financeiramente era muito caro para nós. Estamos em um condomínio de 12 casas e o governo de Curaçao deu a opção de um hotel para deixar todos no mesmo local, mas era cozinha única e nós optamos em vir para este condomínio, para evitar aglomeração”, narra a médica.

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