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Brechós são tendência em moda e de preço

Simone de Oliveira | 05/07/2019 | 05:02

A palavra brechó ou adelo, como é conhecido em alguns lugares, é uma loja de artigos usados, sejam eles roupas, bijuterias ou calçados. Um conceito que virou padrão em muitos países e que tem conquistado a confiança de brasileiros e de jundiaienses. Dos mais sofisticados, com roupas de grifes e de marcas famosas, àqueles com roupas para o dia a dia, o que não faltam são sugestões para quem deseja uma peça exclusiva e com preço mais atrativo: diferença que pode chegar até 80% da vendida em uma loja oficial.

Assim tem sido a proposta de um espaço na Chácara Urbana. Com a ideia de ser um brechó-boutique, o espaço tem se mostrado à altura de pessoas que prezam pela exclusividade sem abrir mão do preço justo. A assistente Cristina Azarias conta que as peças chegam para serem comercializadas das mais diferentes formas: ou são garimpadas pela proprietária do espaço, Neusa Salvador Picolo, por meio de suas amigas, ou vindas de pessoas que já conhecem o estilo do lugar.

“Tem pessoas que desejam desapegar de suas roupas, mas também há aquelas que viram no espaço uma maneira de ganhar dinheiro. Tem roupas que podem chegar a 80% de diferença se comparados ao preço de uma loja original”, diz Cristina Azarias.
Só para se ter uma ideia, um acessório que na loja convencional custa R$ 300 é vendida a R$ 22 no brechó. Mas há outras peças que agradam gostos e bolsos. “As pessoas prezam pela sofisticação, exclusividade e também pelo conceito de sustentabilidade. E aqui nós temos de tudo um pouco sem abrir mão do conforto, da qualidade e do bom atendimento.”

SELECIONADAS
Ao contrário do que muita gente pensa, as peças dos brechós são separadas, selecionadas, lavadas e higienizadas. Segundo a Edy Paris, proprietária de um brechó na rua Marechal Deodoro da Fonseca, muita gente tem preconceito com o espaço. Segundo ela, as pessoas têm a impressão de que há apenas roupas velhas e mal cheirosas para vender. “Faço um bom garimpo nas roupas antes de colocá-las à venda. Há peças de boa qualidade que na maioria das vezes foram utilizadas uma única vez, mas que podem ser muito bem aproveitada.”

Em alguns lugares, as peças podem ser encontradas a partir de R$ 3,50. Assim é no brechó infantil com o conceito de ‘Troque e Retroque’.

O negócio é simples. A pessoa leva a peça para uma análise. Em seguida um preço é ofertado, mas o mesmo é revertido em crédito para comprar na loja. Ganha a pessoa que precisa se desfazer do produto, ganha a comerciante que terá sempre mercadorias novas. “A rotatividade é muito grande, e mesmo assim temos pelo menos 5 mil peças em estoque. Como as crianças perdem roupa muito rápido, é sempre uma boa opção olhar os espaços e saber que podem ter roupas diferentes”, diz a proprietária Ana Cláudia Siqueira da Silva.

Cristina Azarias diz que a seleção das roupas é feita criteriosamente para manter a qualidade e a exclusividade

Edy França diz que as roupas são lavadas e higienizadas antes de ir às prateleiras

Investindo no setor infantil, Ana Cláudia prefere o estilo ‘Troque e Retroque’


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