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Caged aponta saldo positivo com 974 postos de trabalho no trimestre

SOLANGE POLI | 26/04/2019 | 05:00

Jundiaí teve um saldo negativo de 77 postos de trabalho no mês de março, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quarta-feira (24), pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia. Os dados do Caged apontam, ainda, que quatro dos oito setores da economia apresentaram redução no número de vagas. Entre eles, o comércio foi o que mais realizou demissões: um total de 1.487 desligamentos. A evolução do emprego por área de atividade econômica em Jundiaí mostra que em março o total de admissões foi 4.919, o que em relação aos 4.996 desligamentos representa esse saldo de menos 77 vagas. No trimestre, porém, o quadro se revela mais otimista, com 16.332 admissões frente a 15.358 desligamentos, um saldo positivo de 974 vagas.
Segundo o gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia da Prefeitura de Jundiaí, Messias Mercadante, março foi atípico na economia brasileira, já que sempre é considerado um mês de retomada, alavancagem. “O Brasil fechou 43.196 vagas. Em Jundiaí o saldo negativo foi de 77 empregos. No entanto foi registrado 0,47% de crescimento no emprego no Brasil e 0,61% em Jundiaí, neste trimestre, mostrando que nos destacamos entre muitos outros municípios”, afirma o gestor, apontando como fatores críticos a renda estagnada e a queda no consumo, provocada pela insegurança dos consumidores em relação ao futuro.
Na lista dos setores que registraram mais demissões o comércio teve um resultado negativo de 258 postos de trabalho, uma variação de -0,69%. Foram 1.229 admissões ante 1.487 desligamentos, enquanto em fevereiro o relatório apontou -87 vagas. Já o setor de serviços teve uma variação menor no mês, com 2.355 desligamentos e 2.346 admissões, um saldo, portanto, de menos nove postos de trabalho. “Isso ocorre em decorrência da fragilidade, pois o consumo caiu na economia do País, que está em compasso de espera das políticas econômicas, como a reforma tributária, a aceleração das privatizações de estatais e a maior abertura ao comércio exterior”, analisa Mercadante, alertando que, diante desses entraves, o desemprego ainda tende a aumentar gradativamente.
Na sequência da lista de setores com redução nos postos vem a agropecuária, também com menos nove postos de trabalho. Foram 40 desligamentos ante 31 admissões. Já a construção civil teve um saldo de menos oito vagas, sendo 274 demissões em relação a 266 contratações, uma variação, portanto, de -0,16% no número de empregos observados no mês.

Indústria
Na Indústria de Transformação, a análise revela um diferencial. Para o mês, foi a maior variação positiva da lista de setores, com um saldo de mais 167 postos de trabalho. Foram 998 admissões ante 831 demissões. No ano também apresenta um bom resultado: 3.190 admissões e 2.467 desligamentos, uma variação positiva de 1,71%.
O diretor-titular do Ciesp Jundiaí, Marcelo Cereser, salienta que a indústria também enfrenta um período de retração nas contratações. Na regional, que abrange onze municípios, houve uma variação de -0,31% em março na geração de empregos. “Jundiaí reúne indústrias de segmentos variados, o que contribui para que entre todas as admissões e demissões o índice tenha sido positivo. A expectativa para a região é de um cenário mais otimista a partir do próximo semestre”. analisa o diretor.

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