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Caged de maio tem queda de 676 vagas

SOLANGE POLI | 02/07/2019 | 05:01

O mercado de trabalho no Brasil criou 32.140 empregos com carteira assinada em maio, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério da Economia. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões. O resultado está em sintonia com o desempenho da economia, mas ainda abaixo do desejado. Em Jundiaí o saldo de vagas foi negativo em 676 vagas, com um total de 5.133 admissões ante 5.809 desligamentos.

Já no ano, nestes primeiros cinco meses do relatório, o saldo é positivo, com 824 vagas de emprego. De janeiro a maio foram 27.065 admissões e 26.241 desligamentos, uma variação positiva de 0,52%.

A evolução do emprego por nível setorial aponta que o comércio foi o que mais teve contratações. Foram 1.540 admissões ante 1.414 desligamentos, portanto um saldo positivo de 126 vagas. Já o setor de serviços, que costuma ser positivo, teve um resultado diferente, com um número maior de desligamentos: 3.029, enquanto as admissões foram 2.356, resultando num índice negativo de 673 postos de trabalho.

A indústria de transformação também teve queda, com 121 vagas a menos, resultante da diferença entre 939 admissões ante 1.060 desligamentos. Já no ano, considerando os primeiros meses, até maio, o saldo é positivo, com 656 vagas.

Segundo Marcelo Cereser, diretor titular do Ciesp Jundiaí, o momento econômico precisa de impulso. “Observamos ainda que o cenário se compara a uma montanha-russa. A política atrapalha a economia e a expectativa é que o país tome um novo rumo com a aprovação da reforma da Previdência, o que esperamos para setembro. Os investimentos na indústria são necessários, mas ainda contidos, em espera, o que traz reflexos na geração de empregos, não só em Jundiaí como na região”, analisa Cereser, destacando que setores como bebidas e metalurgia foram os que mais apresentaram elevação em maio, enquanto máquinas e equipamentos, por exemplo, tiveram queda.

Messias Mercadante, gestor de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do município, salienta que em abril o resultado foi positivo. “Como é uma estatística, essa variação mensal é uma gangorra. Muitas pessoas trabalham na informalidade, mas em Jundiaí observamos uma alta densidade de empregos formais, com pequenas alterações nos relatórios. Nos cinco primeiros meses do ano, em comparação a 2018, houve um crescimento de 1,35%”, afirma o gestor.


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