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Calor e chuvas elevam incidência de escorpiões

DA REDAÇÃO | 06/02/2019 | 05:04

Até dezembro de 2018, a vigilância sanitária de Jundiaí tinha registrado a captura de 200 escorpiões e mais de 40 ocorrência na cidade. Calor forte temperado com chuvas têm aumentado a incidência. Alguns bairros, como a Vila Municipal, onde está instalado o Cemitério Nossa Senhora do Desterro, tem convivido com um aumento acentuado do aracnídeo. Com hábitos noturno e conhecidos pelas picadas dolorosas e as fortes dores provocadas, esse animais são sorrateiros, silenciosos e com a capacidade de se enfiar em qualquer fresta ou buraco.

No país, há mais de 170 espécies de escorpião, mas só algumas, como o Tityus serrulatus, o escorpião-amarelo, têm relevância do ponto de vista da saúde pública. Em 2017, foram contabilizadas 143 mortes causadas por escorpiões, mais da metade do total dos ataques fatais de animais peçonhentos (278). Ou seja, para a saúde humana, faz mais sentido se preocupar com esses aracnídeos do que com serpentes, águas-vivas, lagartas ou abelhas. Quatro em cada 10 mil pessoas picadas morrem.

O que fazer em casos de acidente? O médico Alfredo Coluccini Neto, coordenador do Pronto Socorro Cirúrgico e Resgate da Sobam, dá algumas orientações. Confira nesta entrevista:

Como reconhecer quando alguém foi picado por escorpião? E se for criança, a dificuldade é maior?
A picada dos escorpiões pode se manifestar apenas com um ardor local, vermelhidão na pele e dor na região. Em casos mais graves, podem surgir vômitos, taquicardia, hipotensão, agitação ou sonolência. As crianças estão mais sujeitas aos sintomas mais graves. A identificação do animal, se possível, é a melhor maneira de se fazer um diagnóstico preciso.

É possível tomar alguma providência em casa?
Sim, em casa devemos saber que os escorpiões são animais de hábitos noturnos e que se alimentam principalmente de grilos e baratas, portanto algumas medidas podem ser tomadas: telas em ralos, pias e protetores de porta; limpar terrenos baldios; evitar lixo em casa; não deixar grama alta; olhar antes de calçar sapatos e botas; retirar entulhos e tijolos de casa; usar luvas de couro para manipular material de construção.

Em que momento o médico deve ser procurado?
Sempre que houver a suspeita de um acidente e o mais rápido possível.

Quais as formas de prevenção?
Cuidados domésticos, principalmente entre os meses de dezembro e março.

Os escorpiões também podem aparecer em apartamentos?
Sim, com menor frequência mais podem, principalmente em casos de reformas ou jardins.

O Hospital Pitangueiras já registrou vítimas de picadas?
Não foram notificados nenhum caso ainda em nosso Hospital.

Qual o tipo de tratamento indicado?
Sempre o tratamento deverá ser feito por um médico num hospital. Em casos leves: compressas mornas, medicamentos para dor e bloqueio local com anestésicos. Em casos moderados e graves podem ser indicados o soroantiescorpionicos e outros medicamentos para manutenção da vida, inclusive em UTI.

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