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Campanha de inverno tem início no próximo mês

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 13/03/2019 | 05:03

O fim do verão se aproxima e com o início do outono surge uma preocupação para os agentes sociais: os moradores de rua. Nos últimos anos, Jundiaí registrou temperaturas muito baixas, principalmente durante à noite e, para quem está em situação de rua, é um período difícil.
A Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS) já se prepara a estação mais fria do ano, realizando reuniões internas e com parceiros a fim de definir a “Operação Noites Frias”, que deverá ter seu formato estabelecido até abril. Em nota, a unidade explica que o modelo para este ano deverá repetir o estipulado do ano passado, que não seguiu a duração por meses do ano, e teve por referência a previsão de temperatura inferior a 13º. E informa que já adiantou as compras de colchões e cobertores.
A Casa de Passagem de Jundiaí também começa a se preparar, com a arrecadação de agasalhos a partir do mês de abril. Segundo a terapeuta ocupacional da casa, Melina Nucci, os próprios moradores do local personalizam as caixas que serão entregues em pontos onde as pessoas podem doar roupas e cobertores. “Eles pintam, escrevem frases, se desenham, escrevem os nomes e carimbam as mãos. Depois disso, nós entramos em contato com instituições e empresas para definir os pontos de entrega. Se a resposta é positiva, nós entregamos uma apresentação sucinta do nosso trabalho e da casa junto com as caixas. Quando o inverno começa, passamos para buscar ou os próprios estabelecimentos trazem as doações”, explica.

ACOLHIMENTO
Melina conta que a casa possui 32 vagas, sendo 6 para mulheres e o restante para homens, que são a maioria em situação de rua. Ela afirma que para serem acolhidas, as pessoas precisam ter um propósito. “Nós acolhemos os moradores de rua que não querem continuar nessa situação. Se a pessoa quer arrumar um emprego, nós ajudamos a regularizar documentos, formular currículo e ir em busca de trabalho. Se o propósito é voltar a morar com a família que é de outro Estado, nós ajudamos a conseguir algo temporário para juntar o dinheiro da passagem. Esses são alguns exemplos mas, cada caso é único”, relata. Como o próprio nome diz, a casa é somente de passagem, ou seja, quem entra lá tem um prazo para sair. “Tudo depende da pessoa e do propósito que ela nos apresentou. Geralmente toda semana avaliamos a situação e vemos se a pessoa cumpriu nossas orientações”, afirma Melina.
Acolhida pela Casa de Passagem, Sara Rodrigues Albuquerque relata que chegou à casa por conta própria. Ela já procurou o serviço em outras ocasiões, por conta de discussões com a família. E afirma ser sempre bem recebida. “Todas as vezes que precisei ficar aqui não passei necessidades. Já enfrentei o inverno nas ruas e é muito sofrido. Aqui nós sempre ganhamos roupas e cobertores”, diz.

ABORDAGEM
Segundo Melina, as pessoas podem chegar na Casa de Passagem de três formas: por conta própria; por encaminhamento de instituições como hospitais; ou pela abordagem feita pela própria casa que faz esse trabalho pelas ruas da cidade em uma Kombi. “Ela circula por todos os lugares de Jundiaí atrás de pessoas que estejam em vulnerabilidade social. Os principais locais são praças, terminais de ônibus e a rodoviária, onde sabemos que existe o maior número de pessoas nessa situação”, afirma.
Além da campanha de inverno, a casa aceita qualquer tipo de doação o ano todo. Roupas, calçados, alimentos, bebidas, materiais de limpeza, artesanato e ainda móveis estão entre as necessidades do espaço. As doações podem ser feitas no local, que fica na rua Prudente de Moraes, 1830. O telefone para contato é 2709-8997.

SOS  AJUDA PARA MORADORES EM SITUACAO DE RUA NO INVERNO MELINA NUCCI DE OLIVEIRA SILVA TERAPEUTA OCUPACIONAL


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