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Campanha “Sinal Vermelho para a Violência Doméstica” recebe apoio municipal

DA REDAÇÃO | 01/08/2020 | 07:00

A Prefeitura, por meio da Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS) e da Assessoria de Políticas Públicas para as Mulheres da Unidade de Gestão da Casa Civil (UGCC), apoia a campanha Sinal Vermelho para a Violência Doméstica. A iniciativa, lançada este ano pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), visa ao enfrentamento da violência contra as mulheres e à subnoticação de casos por conta do isolamento social ocasionado pela pandemia.

Vítimas devem marcar um “X” com caneta ou batom vermelhos na mão se quiser sinalizar situação de violência

A campanha credenciou mais de dez mil farmácias e drogarias no País onde basta que a vítima marque um “X” com caneta ou batom vermelhos na mão se quiser sinalizar situação de violência e os funcionários entrem em contato com o 190 para reportar a situação.

Além do apoio à iniciativa, a Prefeitura dá suporte à mulher vítima de violência, como a criação da Patrulha Maria da Penha e tem fortalecido junto à rede socioassistencial as orientações para os protocolos de denúncia na identificação dos casos durante o isolamento social. Como por exemplo, a possibilidade de registro digital de boletim ocorrência para a Polícia Civil, sem a necessidade de ida até a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) ou outras delegacias. “A Prefeitura quis dar visibilidade a esta campanha, a fim de que ela se some a outras frentes de ação no apoio à vítima. Isso deverá ser muito importante principalmente para a população mais vulnerável, que poderá encontrar nas farmácias e drogarias mais um ponto de apoio para denúncia”, explica a diretora do Departamento de Proteção Especial da UGADS, Ariane Rios.

No Município, o atendimento à mulher vítima de violência é feito no Centro de Referência Especializado da Assistência Social (Creas). Entretanto, as vítimas podem buscar também o início do serviço em um dos seis Centro de Referência de Assistência Social (Cras), que são a porta do serviço socioassistencial da rede. Há também a Casa Sol, abrigo sigiloso para mulheres sob ameaça ou risco de morte. A Prefeitura realiza ainda dois programas voltados aos autores de violência, o “Voz da Consciência” e o “Por onde andei”, que são, respectivamente, realizados com os presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Jundiaí (atualmente suspenso por conta da pandemia) e para homens que buscam o serviço de forma espontânea quanto através de encaminhamentos do Poder Judiciário ou da rede socioassistencial (realizado no período de forma on-line).

A farmacêutica e membro do Conselho Regional Farmácia do Estado de São Paulo, Fernanda Carvalho, agradece a adesão e divulgação da campanha pela rede socioassistencial. “Esses estabelecimentos são muito numéricos e estão inseridos nas comunidades, sendo assim locais onde as pessoas possam se sentir acolhidas.”


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