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Cãoterapia muda rotina dos pacientes no HU

DA REDAÇÃO | 14/02/2019 | 05:03

Não é preciso ter um animal de estimação em casa para saber os benefícios que eles podem trazer para as pessoas. Companheirismo, lealdade, amor e amizade são apenas alguns exemplos. Em um ambiente hospitalar, esses sentimentos se tornam mais intensos e necessários. Promover essas emoções positivas, que deixam o dia de quem está internado mais leve, é o que o projeto Cãoterapia, desenvolvido no Hospital Universitário de Jundiaí (HU), possibilita.

A ação teve início em novembro do ano passado. Desde então, o Apollo, um Golden Retriever de 7 anos, visita os pacientes do hospital quase que semanalmente. “No início, a ação ocorria a cada quinze dias, mas como temos percebido o quanto a visita dele é positiva para a recuperação dos pacientes, decidimos realizá-la sempre que a Larissa – responsável pelo cão – tem disponibilidade. Nesta semana ele veio sábado e hoje – quarta-feira”, conta Tatiane Keller que coordena o Grupo de Voluntariado do HU.

A médica pediatra Sandra Regina Gaspar confirma. “Este é um procedimento que está sendo adotado em alguns grandes hospitais. Existem trabalhos publicados, referentes aos benefícios do contato entre pacientes e cães, há pelo menos uns oito anos”, conta. “O que a gente percebe é que a relação da terapia com o cão é muito bem-vinda, especialmente num momento em que a criança está numa situação vulnerável e se encontra doente. Sentir a companhia deste cachorro é muito importante para ela e acaba contribuindo para sua recuperação”, diz.

De acordo com Larissa Hoffmann Antunes, 28 anos, responsável pelo Apollo, o apoio do animal foi essencial para ela na recuperação de um câncer, cinco anos atrás. “Não digo que o cão possibilita a cura física, o tratamento é indispensável e deve ser seguido, mas acredito que proporcione a cura emocional”, diz. A experiência pessoal fez com que Larissa buscasse informações sobre terapias com cães, adestrasse o Apollo e partisse em busca de realizar a atividade em instituições que atendem pessoas doentes.

“Eu quis levar um pouco deste conforto emocional que eu tive com ele, para outros pacientes”, declara. Hoje ela realiza a atividade no HU e em outras instituições. “A gente vê a alegria na expressão de quem está internado, é um acontecimento diferente no ambiente hospitalar. É muito bom e eu me sinto muito grata por poder participar disto”, diz.

E gratidão é o que Leila Cristina Rosa Lourenço, mãe de Ana Clara Lourenço, 10 anos, sente ao ver a filha, que cuida de uma infecção de urina, se distrair com o cachorro. “Só posso agradecer. É uma pessoa que pensa no próximo e faz algo pelo outro. Isso é raro de se ver hoje em dia”, diz ela. “Acho essa iniciativa excelente. Cachorro sempre agrega, principalmente no contato com as crianças doentes. Faz esquecer um pouco que se está em um hospital e faz o tempo passar mais rápido”, afirma. A filha Ana Clara gostou. “Achei diferente en–contrar um cachorro no hospital, muito legal”, dispara ela com um largo sorriso.

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