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Casos de doenças respiratórias aumentam 75% no PA do HU

SIMONE DE OLIVEIRA | 12/04/2019 | 05:05

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou ontem em todo o país, inclusive em Jundiaí com a meta de vacinar cerca de 95 mil pessoas, segundo a Vigilância Epidemiológica. Independente da campanha, os hospitais da cidade já percebem aumento de casos de doenças respiratórias, principalmente em crianças.
Só no Hospital Universitário (HU), o atendimento de março aumentou 75% em comparação aos meses de janeiro e fevereiro deste ano. Segundo a pediatra Ana Paula Filgueiras, no mês passado foram atendidas uma média de 7 mil crianças, enquanto em janeiro e fevereiro este número era de 4 mil atendimentos. A médica acredita que entre abril e maio este número chegue a 9 mil, não só de gripe e resfriado, mas de várias doenças respiratórias agudas, típicas do período.
“As queixas mais comuns são crianças com crises de asma, bronquiolites, em especial as com idade abaixo dos seis meses. As crianças aparecem com tosse, chiado no peito, ambos associados ou não com febre”, lembra a médica.
Em um comparativo entre os números referentes ao mesmo período de 2018 e 2019 não há muita diferença. Mas Ana Paula acredita que a tendência é que os números aumentem, uma vez que já chegaram a atender, entre os meses de abril e maio, uma média de 9 e 10 mil crianças no pronto socorro. “Vamos entrar em um período de sazonalidade de doenças respiratórias, sendo maio o ápice dos índices”.
Entre os adultos, o número de atendimentos também aumentou. De acordo com o coordenador médico do Pronto-Atendimento do Hospital São Vicente de Paulo, Normando da Silveira Camargo Neto, o aumento de casos de gripes, resfriados e pneumonia foi de 10% em abril, em comparação ao março.
Segundo o médico, a tendência é que este índice aumente nos próximos meses. “O público que mais sofre é o de idosos. No PA atendemos uma média de 10 mil pessoas no mês”, afirma o especialista.

ORIENTAÇÃO
De acordo com a pediatra do HU, Ana Paula Filgueiras, algumas atitudes ajudam a amenizar a proliferação da doença e o repasse do vírus da gripe. Evitar locais fechados, lavar sempre as mãos e seguir o calendário de vacinação são algumas delas. “Caso a criança apresente febre no dia de tomar a vacina da gripe, recomendamos esperar até que ela melhore para então vacinar.”
Quem não tem alergia aos componentes do imunizante, pode receber a vacina. Pessoas que fizeram transplante, com pressão alta, diabetes e outras condições, devem e podem tomar o imunizante. Aqueles que passaram por cirurgia recente ou tomaram uma outra vacina, também podem se vacinar normalmente.

VACINAÇÃO
Segundo a Vigilância Epidemiológica (VE), órgão da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), público-alvo abrange 26 mil crianças de 6 meses a 5 anos, 11 meses e 29 dias; 4 mil gestantes; 700 puérperas; 50 mil idosos; e 13 mil profissionais da saúde, totalizando 93.700 mil pessoas. É indicado que a população leve a carteira vacinal para o registro.
“A antecipação da vacina, antes do frio chegar, é uma oportunidade para a prevenção dos públicos mais susceptíveis aos vírus”, argumenta a enfermeira da VE, Maria do Carmo Possidente.
A dose disponibilizada é trivalente, ou seja, protege contra os vírus H1N1, Tipo A e Tipo B.

DOENCAS DE OUTONO  HOSPITAL UNIVERSITARIO INALACAO


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