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Casos de doenças respiratórias crescem 40% com inverno e falta de chuvas

DA REDAÇÃO | 20/07/2018 | 05:30

Os dias quentes e as noites frias de inverno, aliados ao longo período de estiagem, propiciam o desenvolvimento de doenças respiratórias. Neste período, o número de pacientes que recorrem ao pronto-socorro com sintomas como tosse, falta de ar, febre, dor de cabeça e coriza teve aumento de 30 a 40%, de acordo com o pediatra do Hospital Universitário, José Gabel. “Além dos resfriados e do risco de contrair o vírus da gripe H1N1, é nesta época que as ‘ites’ vêm à tona: a rinite, sinusite e bronquite”, explica o médico, valendo-se de que a baixa umidade do ar facilita a transmissão viral e a proliferação bacteriana, propiciando assim o desenvolvimento não só de doenças respiratórias, mas também dermatológicas. Esta última é decorrente da falta de hidratação. “A pele ressecada pode ser um grande problema”, alerta.  Mas algumas precauções podem ser tomadas para que a mudança climática não traga grandes impactos à saúde. Higienizar as mãos, beber de 2 a 3 litros de água por dia, evitar aglomerados urbanos e dar preferência a locais arejados são cuidados básicos. Em casa, ainda é aconselhado umidificar o ambiente para melhorar a respiração.

GRUPO DE RISCO
A população em geral pode apresentar problemas respiratórios decorrentes da baixa umidade do ar, porém, crianças de até quatro anos devem receber maior respaldo. “Os pequenos ainda não possuem o sistema imunológico totalmente formado e por isso são mais suscetíveis a essas doenças”, conta José Gabel. “Assim, manter o aleitamento materno, higienizar as narinas com soro fisiológico ao menos quatro vezes ao dia e umidificar o ambiente é muito importante”, aconselha o pediatra. Outra dica é colocar uma bacia de água no quarto, ou mesmo uma toalha molhada pode ajudar a manter o ambiente mais úmido. Aos que já possuem alguma doença respiratória, o ideal é o acompanhamento preventivo. “Os asmáticos, por exemplo, possuem uma predisposição, então é recomendado consultar previamente um médico para tomar os devidos cuidados e não negligenciar os sintomas, que se não forem cuidados podem evoluir para problemas como uma pneumonia”, encerra.


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