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Casos suspeitos de sarampo dobram em apenas uma semana

THIAGO AVALLONE | 15/08/2019 | 11:20

Em Jundiaí já são 52 casos suspeitos de sarampo, segundo boletim epidemiológico divulgado ontem. Até a semana passada, dia 9, eram 28 pacientes com suspeita. Dois foram descartados e apenas 1 confirmado.
Nas cidades vizinhas o aumento também é confirmado. Além de Jundiaí, Campo Limpo Paulista tem um caso confirmado, o restante das cidades tem apenas casos de suspeita da doença. Em Itupeva e Várzea Paulista são 11 casos suspeitos em cada município e em Cabreúva apenas dois casos, todos eles estão em análise, através da sorologia e secreção das narinas.

Desde a primeira confirmação de contaminação pelo vírus na região, o número de suspeitas tem aumentado e preocupado os órgãos de saúde. “É importante frisar que as doses de rotina devem ser feitas regularmente, aos 12 meses e aos 15 meses. Os demais públicos, até 59 anos, que não sabem se estão com a imunização adequada ou que não possuam a carteira vacinal, devem procurar a sua UBS, Nova UBS ou Clínica da Família para tirar a dúvida e, se necessário, receber a vacina”, explica por meio de nota o Ministério da Saúde e a Secretária do Estado.

A jundiaiense Thais de Oliveira, moradora do bairro Jardim do Lago, já tomou duas doses da vacina, e ontem levou a filha Alicia de Oliveira, de 1 ano, para receber a vacina na UBS da Vila Hortolândia. “Comigo está tudo bem, já tinha tomado a vacina antes e não conheço ninguém que tenha sarampo, mas minha filha está indo para a escola e eles aconselharam trazê-la para tomar”, explica Thaís.

Outro morador de Jundiaí que também tomou a vacina foi Lucas Novaes, 27 anos. “Trabalho em São Paulo, na empresa somos 70 pessoas e três foram diagnosticadas com sarampo, por esse motivo todos os outros funcionários também tomaram”, declara Lucas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, embora haja uma vacina segura e custo-efetiva, em 2017 houve 110 mil mortes por sarampo no mundo, principalmente entre crianças com menos de 5 anos de idade. A vacinação contra o sarampo resultou em uma queda de 80% no número de mortes por sarampo entre 2000 e 2017 no mundo.

“A vacinação contra o sarampo evitou cerca de 21,1 milhões de mortes no mundo, tornando a vacina um dos melhores investimentos em saúde pública. Não existe tratamento antiviral específico contra o vírus, por isso a melhor forma de evitá-la é se prevenindo tomando a vacina”, explica a médica Tatiane Carnio.
O Estado de São Paulo soma 1.319 casos confirmados de sarampo, segundo novo boletim divulgado ontem (14) pela Secretaria de Saúde. Em 13 dias, houve um aumento de 36% nos registros. O levantamento anterior contabilizava 967 casos da doença até 31 de julho. Com o maior surto de sarampo no país, São Paulo atingiu apenas 27% da meta de vacinação. A campanha foca principalmente jovens de 15 a 29 anos, grupo considerado mais vulnerável por não ter tomado a segunda dose de vacina.

O programa nacional de imunização orienta a vacinação da tríplice viral (que protege contra sarampo, rubéola e caxumba) aos 12 meses (primeira dose) e aos 15 meses de idade (a segunda). No cenário de surto, porém, a orientação de autoridades da saúde é que haja um reforço da imunização no início da vida adulta.

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida por via respiratória. Seu período de incubação, aquele em que a pessoa não apresenta sinais nem sintomas, é de cerca de dez dias. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus mesmo antes do aparecimento das manchas vermelhas, que é o sintoma mais visível.


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