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Centro de Jundiaí atrai novos mercados e consumidor aprova

VINICIUS SCARTON | 17/10/2018 | 14:00

Os jundiaienses têm visto surgir novos – ou reformados – mercados no Centro da cidade. Não há dados oficiais ou estatísticas sobre investimentos na região central, mas recentemente as ruas do Rosário e São Vicente de Paulo ganharam novos supermercados, que funcionam além do horário comercial. Já nas ruas Rangel Pestana, Barão de Jundiaí e entorno do Terminal Central, três mercearias também iniciaram atividades nos últimos meses. Além disso, na rua XV de Novembro, um tradicional supermercado está passando por reformas.

O bancário Bruno André Carvalho de Moraes, de 34 anos, que trabalha no Centro, afirma que o recém-inaugurado supermercado na rua do Rosário preenche uma lacuna. “Afinal, fazia muita falta nesta região da cidade e agora posso comprar alguns itens pontuais com muita agilidade”, diz. A estudante Valéria Feliciano, de 30 anos, também achou ótima a iniciativa de abrir um supermercado em pleno Centro. “Eu trabalho nessa região e nos intervalos do expediente tenho a oportunidade de fazer minhas compras com mais facilidade”, comenta.

A doméstica Sione de Jesus, de 42 anos, mora em Jarinu, mas trabalha na região central de Jundiaí. Ela conta que está satisfeita com as novas opções comerciais. “Sempre que estou indo embora passo por um desses mercados e levo alguma coisa. É muito prático, pois não saio do meu caminho para adquirir algum produto”, diz. Moradora na vizinha Louveira, Betânia Ferreira dos Santos Paz, de 55 anos, é autônoma e conta que está sempre passando pelo Centro de Jundiaí para resolver questões profissionais. “Acabo aproveitando a oportunidade para comprar algo pontual, sem perder muito tempo”, ressalta.

Gerente do novo supermercado na rua do Rosário, Messias Ferreira de Oliveira lembra que o estabelecimento foi aberto ao público no dia 27 de setembro. “No momento estamos atendendo muitos clientes que trabalham no Centro e também aqueles que percorrem a região, mas a tendência é trazer o público mais abrangente e de outros bairros, sendo que o nosso funcionamento acontece todos os dias, das 8h às 21h”, destaca.

APAS
O economista Thiago Berka, da Associação Paulista de Supermercados (Apas), diz que o movimento percebido no Centro de Jundiaí também vem sendo observado nas regiões mais movimentadas das cidades, que são passagem de trabalho ou de metragem quadrada urbana preenchida e concentrada. “Isso garante às lojas como minimercados, mercearias e supermercados um fluxo constante, bom para vendas de reposição, conveniência ou impulso”, explica.

Segundo o especialista, em 2017, através de dados apontados pela Nielsen (pesquisa de inovação e cenário de consumo), houve um crescimento de quase 60% em mercados de proximidade. “Porém, conforme os dados de abertura de loja, Jundiaí acabou perdendo oito unidades de varejo alimentar, sendo maioria de minimercados e mercearias, no comparativo dos dados de 2016 contra 2017. Ou seja, estão permanecendo no mercado, lojas mais eficientes, com serviços melhores, preços mais competitivo e conveniência (boa localização)”, descreve.

Por fim, o economista diz que o movimento de Jundiaí representa o fato da chegada de uma tendência observada em grandes metrópoles e a pequena melhora na economia, com o desemprego menor. “O crescimento do setor neste ano está em 2,80% no acumulado de 2018 em relação ao ano passado. Em 2017, o crescimento do mesmo período foi de apenas 1%”, analisa.

Foto: Rui Carlos

Foto: Rui Carlos


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