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Chuva faz preço das hortaliças aumentar 10% para o consumidor

GUILHERME BARROS | 06/03/2020 | 05:00

As constantes chuvas que atingem Jundiaí têm feito com que os produtores de hortaliças se antecipem na colheita para não levarem prejuízo na lavoura. Em média, o preço das verduras está levemente acima do convencional, em torno de 10% de aumento para o consumidor final. Uma alface tipo crespa, por exemplo, que no mês passado era encontrado a R$ 3 o maço, agora podemos encontrar a R$ 3,50.

O produtor rural José Lino, de 65 anos, cultiva no Jardim Bonfiglioli aproximadamente 20 tipos de hortaliças, sendo a alface seu carro-chefe, com oito tipos diferentes. “Eu investi 24 toneladas de insumos para deixar todas as verduras em condições para suportar o tempo chuvoso. Uma tela também foi colocada para diminuir em 50% os impactos causados pelo sol, chuva e granizo, mas todo o investimento vale a pena”, garante.

O produtor investiu em insumos que, mesmo com os períodos mais chuvosos, protegem a colheita. “O investimento, de aproximadamente R$ 10 mil, foi em um tipo de terra que contém nitrogênio, fósforo e potássio”, comenta o produtor.

Nos supermercados, a alta também tem sido notada, embora algumas hortaliças apresentem variação de preço por conta da sazonalidade. “A couve-flor, por exemplo, requer um campo em que a terra seja melhor nutrida para sair com muitas flores, assim como a beterraba, com a irrigação em abundância. Neste caso a chuva é bem-vinda”, reforça Roberto Nogueira, gerente de uma rede de supermercados de Jundiaí e região.
E completa. “Em parâmetros, as hortaliças tem uma variação de 15% de aumento durante os dias mais quentes e chuvosos. Varia muito”, comenta o gerente.

O proprietário de uma empresa de varejo que comercializa mais de 30 tipos de hortaliças e frutas, Sérgio Noronha Lima, também nota uma variação no preço, sobretudo do tomate. “O cultivo do tomate requer um balanço, em uma situação que não haja muita chuva, nem tempo muito seco. Existem muitas técnicas para a colheita no tempo certo. Normalmente é o tomate quem puxa a alta de preços, principalmente nos primeiros meses do ano, em que a safra sofre muita baixa. Mas este ano não há tanto sofrimento”, finaliza.


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