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Clubes de Jundiaí lutam contra dificuldades para se manterem vivos

vinícius scarton | 16/04/2018 | 05:00

No passado, os clubes de Jundiaí viveram tempos de ouro no esporte e na efervescência dos eventos culturais, mas, na atualidade, o cenário é diferente, marcado por dificuldades. Um exemplo desta realidade acontece com o Nacional Atlético Clube (da Vila Arens. De acordo com o gestor Isaias Cegóbia, o auge ocorreu em 1982, quando o clube possuía cerca de oito mil sócios e mais quatro mil dependentes. “No entanto, em 2000, o clube perdeu sócios e entrou numa fase decadente que perdura até hoje. Um dos motivos que afastou os associados está relacionado aos inúmeros condomínios que surgiram naquela época, oferecendo estrutura de clube e, como resultado desta realidade, o Nacional soma mais de R$ 140 mil em dívidas, tem apenas 83 sócios pagantes e sobrevive com eventos semanais (bailes)”, confirma.

Piscinas do Nacional Atlético Clube estão com água verde e interditadas por falta de frequentadores no local. Foto: Rui Carlos

Piscinas do Nacional Atlético Clube estão com água verde e interditadas por falta de frequentadores no local. Foto: Rui Carlos

Falta de funcionários também está inviabilizando a manutenção e limpeza do Nacional Atlético Clube (Vila Arens). Foto: Rui Carlos

Falta de funcionários também inviabiliza a manutenção e limpeza do Nacional Atlético Clube (Vila Arens). Foto: Rui Carlos

A Associação Esportiva Jundiaiense viveu o seu ápice na década de 90, através de shows marcantes e vitórias inesquecíveis das equipes de futsal e basquete, lembradas pelo presidente do Conselho, Welinton Abidala Bandiera Leite. “Porém, há cerca de 15 anos, o clube viveu a sua maior crise financeira e precisou vender a sede central (na rua XV de Novembro), a fim de cobrir gastos com dívidas”, diz. Hoje, o clube se resume a sede de campo (no Mato Dentro) e conta com apenas 300 associados. “A Esportiva se mantém com os sócios remanescentes, realização de eventos e com o dinheiro restante da venda da sede central”, descreve Welinton.

Já o Clube Recreativo Cultural Beneficente 28 de Setembro (da rua Petronilha Antunes) teve seu momento mágico nas décadas 70, 80 e 90, como recorda a presidente Edna Aparecida Oliveira Santos. “Nesta época o clube era muito frequentado, realizava grandes bailes e concursos de beleza (Pérola Negra). Na atualidade, contamos com cerca de 100 sócios e sobrevivemos com arrecadação de eventos, aluguel do salão e estamos lutando para que a história seja preservada”, comenta. Por fim, o presidente da diretoria executiva da Associação Primavera de Esportes (do Jardim Estádio), Fernando de Jesus Costa afirmou que o clube viveu o seu apogeu de 1995 a 2004, reunindo mais de 1000 sócios. “Hoje, o quadro é bem menor, não temos dívidas, mas nossa receita e despesa são bem semelhantes, o que inviabiliza grandes investimentos”, conclui.

RAIO X DOS CLUBES DA CIDADE NACIONAL ATLETICO CLUBE ISAIAS CEGOBIA DIRETOR

RAIO X DOS CLUBES DA CIDADE – NACIONAL ATLÉTICO CLUBE – ISAÍAS CEGOBIA – DIRETOR

 


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