Jundiaí

Coelho ganha ajudantes, máscara e usa muito álcool em gel


Helena e Elisa com os pais André e Daniela
Crédito: Reprodução/Internet
Desde o término do Carnaval, a pequena Júlia, de 5 anos, conta os dias para receber a visita do coelhinho da Páscoa. Filha do casal Marina Frederico Rebelato e Bruno de Souza Oliveira, ela estava em contagem regressiva para esta visita, mas ficou triste ao saber que ele não virá por conta do coronavírus. Mesmo com a tristeza, a menina resolveu a situação. Pediu para a sua mãe fazer um máscara para ele colocar. “Ele coloca o álcool gel e daí ele pode entrar aqui”, disse a menina. Diante do pedido da menina, a família confeccionou a máscara e, neste domingo de Páscoa, o coelho terá acesso garantido à casa. “Ele ficará protegido para cumprir a sua função”, diz a mãe. Marina, que faz parte do grupo Mães de Jundiaí (https://www.facebook.com/groups/maesdejundiai/), explica que imprime as patinhas do coelho e espalha pela casa. “Coloco uma cesta no quarto da Júlia e quando ela acordar vai em busca dos ovinhos de chocolate. O dela já está comprado e outros pequenos para a brincadeira”, comentou. Vitória, de 4 anos, vai ser ajudante do coelho da Páscoa. Foi a maneira que a mãe Fernanda Aparecida Zavonelli da Silva e o marido Renato Leme da Silva encontraram para manter a magia da Páscoa. Com o preço alto dos ovos, os pais decidiram fazer em casa. “Quando comprei o chocolate ela disse: mamãe você não precisa fazer ovo. São os coelhinhos que trazem. Ai ela disse que iríamos ser os ajudantes do coelhinho, pois eles estão isolados por causa do coronavírus. Se a gente não ajudar eles não vão conseguir trazer para todas as crianças”, justificou. Fernanda também não deixa de frisar para Vitória o verdadeiro significado da data. “É tempo de ressurreição, de amor e doação. Então separamos brinquedos para doar.” Na casa da Helena, de 9 anos, o coelhinho já fez a entrega. A entrega foi feita pelos pais Daniela Santiago Braggion e André Rosatti Braggion. “Ela já consumiu os ovos”, diz Daniela ao lembrar que a outra filha, Elisa, de cinco meses, é muito pequena para ganhar ovos de chocolate. “Geralmente comemoramos a data com toda família. Neste ano vai ser só a gente e as avós, que moram no mesmo terreno”, comenta Daniela que mantém o significado vivo da ressurreição de Cristo e de amor. A família, antes do almoço, faz momento de oração e agradecimento. VIRTUAL Mas ainda há pais que preferem a presença de um coelho gigante brincando da caça aos ovos de chocolate. A recreadora infantil Sandrini Luciani Oliveira dos Oros, de 27 anos, todo ano leva o ‘Coelhão’ em visita presencial, com hora agendada, para ajudar na busca.  Este ano a brincadeira migrou para on-line, respeitando o isolamento social. Informações da ‘toca do coelho’, no site http://bit.ly/sandrinirecreacoes  

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