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COLUNA DO MARTINELLI: Dia das Mães Maternidade. Permanente celebração da vida

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI | 10/05/2020 | 05:00

A capacidade de amar das pessoas é sempre digna de respeito e admiração, notadamente pelos atributos que pressupõe: doação, abdicação, afeto e persistência. No entanto, a maternidade ainda é mais venerada, pois além de superar essas características, revela-se numa aptidão consciente da promoção do ser humano em todas as dimensões. Tanto que, se para uns, “ser mãe é padecer no paraíso”, para outros, realistas, trata-se de uma missão mesclada de alegrias, dores, renúncias e felicidade. No entanto, ser mãe é vivenciar tudo isso e muito mais, e não é fácil traduzir em palavras o que se passa nas profundezas de seu coração

Efetivamente a realidade apresenta inúmeras mulheres que com atitudes positivas, mesmo em meio aos maiores dissabores e tormentos da vida, ensinam-nos que os desafios existem para serem enfrentados com espírito forte e cristão.

Com filhos acometidos de graves moléstias ou problemas de deficiência, outorgam-lhes intensa dedicação e manifesto carinho. Por sinal, o Evangelho dispõe ser suficiente que tenhamos “olhos para ver e ouvidos para escutar” e tantas mães assumem essa qualidade ou condição até as últimas consequências. Nesta trilha, é sempre válido refletir sobre a maternidade: a sua importância, os seus reflexos e os impactos que provoca num mundo tão desigual.

Constitui-se num dom natural de vida, que fortalece a união dos casais, estrutura a instituição da família e se firma como o aspecto principal da dignidade feminina. Merece, por isso, ampla proteção jurídica, e apesar dessas inúmeras conquistas, ainda são visíveis as discriminações contra as funcionárias que engravidam: a falta de recursos para disponibilizar lugares apropriados para amamentação; humilhações como exigência de provas de laqueadura para obtenção de emprego; a falta de regras mais rígidas para o cumprimento de obrigação alimentar de pais absolutamente irresponsáveis, que transferem às mulheres todos os deveres na criação, subsistência e educação dos primogênitos e muitas outras circunstâncias negativas que comprometem a função social da maternidade.

Cabe a sociedade em geral e aos nossos legisladores, aprimorarem o zelo de tão nobre e especial ministério.

Viver a maternidade significa exercer o amor sem limites, razão pela qual se revela num constante convite a todos para celebrar a vida – gerada e defendida desde a concepção até o seu fim natural. Sejam mães biológicas ou não, inexistem obstáculos intransponíveis que possam reduzir-lhes a capacidade de manifestar carinho e dedicação total aos seus filhos.

Evidenciá-las, portanto, evoca poesia, desprendimento, encanto, e ternura.

Nesse espaço, prestamos uma homenagem as mães em geral, de diferentes povos, raças e culturas, não só pela constante eloqüência de gestos autênticos, como pela imensa sensibilidade e permanente devotamento, inerentes ao poder materno que naturalmente traduz uma história de habilidade insuperável de desprendimento e profunda compreensão do ser humano como obra-prima do Criador.

Transcrevendo parte de um editorial da revista “Família Cristã”, podemos dizer que “a estrela da esperança de um mundo melhor adquire um brilho mais intenso e, qual cometa, risca o firmamento de extremo a extremo, deixando em seu rastro, entre questionamento e reflexões, a certeza de que onde houver um coração de mãe pulsando, aí a vida está segura”.

JOÂO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. É ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)


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