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COLUNA DO MARTINELLI: Escritores, instrumentos de consolidação da educação

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI | 21/07/2019 | 08:04

O 25 de julho foi definido como Dia Nacional do Escritor por decreto governamental, em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores, por iniciativa de seu presidente, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, Jorge AmadoUma data de grande relevância por reverenciar àqueles que escrevem, por ofício, por prazer, pela junção desses dois aspectos e principalmente por transmitirem ideias, sonhos, fantasias, realidades e tantos outros atributos através das palavras. Com efeito, podemnos fazer chorar, rir, ter medo; pode nos fazer repensar, mudar de concepção, levar-nos a viver ou partilhar emoções e experiências, conhecendo lugares e costumes, sem que precisemos sair de casa ou do conforto da cabeceira. 

Desde a Antiguidade, a obra literária é a grande companheira do ser humano, que através dela, pode adquirir os mais diversos conhecimentos. Por outro lado, o maior desafio dos brasileiros neste século é apagar os vestígios indesejáveis da ignorância, da injustiça e miséria. Um dos aspectos para que tal quadro se instale é possibilitar o acesso de todos à educação que tem nos livros e nos autores, seus maiores instrumentos de consolidação.

Tanto uns, como outros são necessários à efetivação cultural que se pretende para o desenvolvimento do país. E ambos sempre se reciclam, mantendo-se vivos, apesar de todas as dificuldades impostas pelo consumismo desenfreado e pela comunicação virtual. Vale aqui invocarmos o escritor francês André Gide que escreveu:- “Todas as coisas já estão ditas, mas como ninguém escuta, é preciso recomeçar sempre”. O catarinense Emanuel Medeiros Vieira assim se expressou:- “E o ofício de escrever é um eterno recomeçar; lutar com palavras mil rompe a manhã para usar a expressão do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade. Creio que travamos, através da linguagem, o que Thomas S. Eliot, poeta norte-americano chamou de “combate intolerável com as palavras” que “se esticam, racham, escorregam, perecem!”.

A nossa cidade é visivelmente privilegiada na área da literatura, contando com inúmeros e bons escritores. Além disso, possui três academias literárias: Academia Jundiaiense de Letras, Academia Feminina de Letras e Artes e Academia Jundiaiense de Letras Jurídicas e um clube literário, o Grêmio Cultural Prof. Pedro Fávaro. Possui, além de outras, a ótima biblioteca municipal e uma particular, Gabinete de Leitura Ruy Barbosa. Tive a honra de presidir duas dessas academias, a de Letras e a de Letras Jurídicas.

A todos, as nossas sinceras homenagens, poiscom sabedoria proporcionam o despertar da imaginação de milhares de pessoas. É através de suas histórias que formamos opiniões, refletimos sobre coisas e também conseguimos estimular nossa criatividade abrindo pensamentos para novos espaços e tempos. Reverenciemotodos os escritores que tanto fazem por nosso entretenimento e educação. Mesmo com a internet em pleno uso, mantém-se fiéis ao nobre ofício de escrever, perpetuando assim nossa história, nossas tradições e nossa cultura. Um justo preito a todos que receberam o dom de transcrever em palavras, relatos, histórias, fantasias, sentimentos e vivências.

 

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)


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