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COLUNA DO MARTINELLI: Hoje é o DIA MUNDIAL DO DOADOR DE SANGUE

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI | 14/06/2020 | 05:00

Idealizada pela Organização Mundial de Saúde, essa data comemorativa visa difundir nas pessoas a importância de doarem sangue e salvarem a vida dos que dele necessitam, como vítimas de acidentes, mães com complicações durante o parto ou a gravidez, crianças anêmicas e pacientes com câncer, ressaltando-se que em nosso país, a cada dois minutos um ser humano precisa de sangue.

Ela foi criada por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014, e o dia escolhido é uma homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner (14 de junho de 1868 – 26 de junho de 1943), um imunologista austríaco que descobriu o fator RH e várias diferenças entre os diversos tipos sanguíneos.

Ainda assim, uma das maiores dificuldades é encontrar indivíduos dispostos a doá-lo para suprir a demanda diária dos hospitais pelo tecido. Para reverter essa situação, o melhor caminho, de acordo com a ONU, é investir em educação e infraestrutura e transformar a doação de sangue em uma questão prioritária das políticas nacionais de saúde. Após a pandemia irá intensificar campanhas nesse sentido.

Não podemos perder de vista que doar sangue, na verdade, revela que a solidariedade também corre pelas veias.

DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA CONTRA A PESSOA IDOSA

O Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa, 15 de junho, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) e Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa em 2006, objetiva criar uma consciência mundial, social e política da existência da violência contra a pessoa idosa, e, simultaneamente, disseminar a ideia de não aceitá-la como normal. Por outro lado, o elevado número de agressões registrado exige políticas públicas que assegurem a dignidade a essa faixa da população, suscitando das pessoas de todo o mundo, providências no sentido de respeitá-la em todos os aspectos e circunstâncias.

A questão dos direitos fundamentais do ser humano, relevante por si só, adquire uma nova e inusitada dimensão quando considerada à luz do crescimento demográfico de todo o mundo, pois envolve, em relação à terceira idade, aspectos e peculiaridades que não podemos ignorar. Ela origina exigências de respeito, acatamento, reverência e solidariedade, tão importantes quanto os aspectos materiais e de saúde.

DIA DO CINEMA NACIONAL

Sem dúvida alguma, o cinema brasileiro é um importante mecanismo de comunicação, agente difusor da imagem e da cultura nacionais. Divulga a identidade de nosso país não apenas para o seu povo, mas para o mundo, trazendo ainda uma visão para nós de outros países. A proposta do cinema brasileiro, o seu diferencial, tem sido justamente destacar a identidade nacional, retratar o Brasil.

19 de Junho é o dia escolhido pela Ancine (Agencia Nacional do Cinema) para comemorar o Dia do Cinema Brasileiro. Nessa data, em 1889 o primeiro filme em movimento genuinamente brasileiro foi rodado, pelo cinegrafista italiano Afonso Segreto ao chegar da Europa a bordo do navio Brèsil. A película se chamava “Vista da baía de Guanabara” e era um documentário com cenas da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Desde então, os irmãos Segreto começaram a registrar os principais acontecimentos do país, sendo os únicos produtores brasileiros até 1903. A primeira exibição de cinema no Brasil foi no Rio de Janeiro, no dia 8 de julho de 1896. Com grande sucesso, um ano depois já existia uma sala de cinema fixa no Rio, chamada “Salão de Novidades Paris”, de Paschoal Segreto, um empresário ítalo-brasileiro.

Em 1953, o filme “O Cangaceiro” foi realizado, e tornou-se um dos maiores sucessos do cinema brasileiro. O filme foi produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz e a história foi inspirada na figura de Lampião, um lendário cangaceiro brasileiro.

“O Cangaceiro” foi o primeiro filme brasileiro a conquistar as telas estrangeiras, ele ganhou o prêmio de melhor filme de aventura e de melhor trilha sonora no Festival Internacional de Cannes. Com tal sucesso, o filme foi levado para 80 países e vendido para a Columbia Pictures. Em seguida tivemos outra película premiada, “O Pagador de Promessas”.

Embora nunca tenha chegado a se estruturar plenamente como indústria, o cinema brasileiro, em sua história, teve momentos de grande repercussão internacional, como na época do Cinema Novo e de crescimento do mercado interno, como no período da Embrafilme.

Muitos nomes, tanto de artistas como de realizadores como Oscarito, Ankito, Grande Otelo e Mazzaropi, e diretores como Glauber Rocha e Arnaldo Jabor, entre tantos outros, mesmo com inúmeras dificuldades na área, valorizaram a sétima arte em nosso país, razão pela qual rendemos nossas sinceras homenagens.

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, jornalista, escritor e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e de Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)


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