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COLUNA DO MARTINELLI: Nosso patrimônio histórico e cultural precisa ser preservado

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI | 18/08/2019 | 05:00

O desenvolvimento da cultura e a tradição histórica se revelam em instrumentos hábeis à consecução dos aspectos primordiais da ordem social, razão pela qual devemos preservá-los cada vez mais.

Por suas raízes no passado, eles significam a continuação no tempo e no espaço da alma, dos nossos costumes e da perpetuação do que somos hoje. Seria muito interessante que o Poder Público em parceria com a iniciativa privada elaborasse novos projetos ou prestigiasse cada vez mais os já existentes que visam resgatar e salvaguardar nossos valores nessas relevantes áreas.

Assim, tais realizações disporiam de um grande esquema envolvendo os mais variados setores, efetivando desde  indicações de nomes para logradouros, gravações, depoimentos, manutenção de documentos, monumentos, livros e obras de arte, até o enaltecimento de personalidades e tudo que ressalva nossas origens, inclusive com a divulgação dos materiais coletados nas escolas.

Essas iniciativas continuariam assegurando nossa identidade como munícipes, possibilitando que as novas gerações saibam da história e das estórias que se concretizaram em torno de Jundiaí que infelizmente começa a se afastar de suas origens em função de seu próprio e manifesto progresso, fazendo com que seus moradores nem se conheçam mais, tornando uma convivência fria e distante.

Favorecendo ações culturais, estaremos propiciando oportunidade para que as pessoas em geral possam desfrutar de um direito fundamental que lhes é inerente, além de aprimorar um dos preceitos básicos da cidadania, já que o acesso aos bens culturais integram as necessidades fundamentais dos indivíduos.

Ontem, 17 de agosto se comemorou o Dia do Patrimônio Histórico. A data foi escolhida em razão do nascimento do historiador e jornalista Rodrigo Mello Franco de Andrade (Belo Horizonte-MG, 1898-1969).

Seus objetivos são claros: maior respeito por nosso patrimônio cultural e histórico, com a sociedade e o Poder Público participando e realizando ações concretas que promovam a sua conservação e novas formas que possam desenvolvê-lo no sentido de alcançar um número sempre superior de cidadãos envolvidos com seus efeitos e reflexos, pelo próprio bem da região e do país.

DIA MUNDIAL DA LIBERTAÇÃO HUMANA

O Dia Mundial da Libertação Humana é realizado anualmente em 18 de agosto para homenagear os trabalhadores voluntários que arriscaram e perderam a vida no serviço humanitário. A data foi designada pela Assembléia Geral em 2008 por coincidir com a data do bombardeio de 2003 da sede das Nações Unidas em Bagdá, no Iraque. Todos os anos, o Dia Mundial da Libertação Humana concentra-se em um tema, reunindo partes interessadas de todo o sistema humanitário para defender a sobrevivência, o bem-estar e a dignidade das pessoas afetadas pelas crises e para a segurança dos trabalhadores humanitários.

JOÃO CARLOS JOSÉ MARTINELLI é advogado, escritor, jornalista e professor da Faculdade de Direito do Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Ex-presidente das Academias Jundiaienses de Letras e Letras Jurídicas (martinelliadv@hotmail.com)


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