Jundiaí

Com 1128 casos e 18 mortes no país, SP entra em quarentena


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Crédito: Reprodução/Internet
O número de infectados pelo coronavírus aumentou no Brasil, com 1.128 casos e 18 mortes. A maioria dos casos está em São Paulo, com 459 casos e 15 óbitos. Por conta disso, o governador João Doria decretou quarentena de terça-feira (24) até o dia 7 de abril. Desta forma, somente serviços essenciais poderão trabalhar. Restaurantes e bares só podem trabalhar por delivery. Jundiaí não fez a atualização dos casos neste sábado (21) e continua com dois casos confirmados e 103 notificações. “A partir da próxima terça-feira, 24 de março, nós decretamos quarentena aos 645 municípios do estado de São Paulo. Isso implica na determinação, na obrigação, do fechamento de todo o comércio e serviços não essenciais à população em todo o estado de São Paulo pelo período de 15 dias. Quero esclarecer também que os serviços nas áreas de saúde pública, alimentação, abastecimento, segurança pública e limpeza deverão seguir funcionando", ressaltou o governador. Os postos de combustíveis não irão funcionar hoje (22) em Jundiaí. A partir de agora, eles estarão fechados todos os domingos e feriados. Os postos passam a funcionar das 7h às 19h. Agentes municipais irão fiscalizar a abertura do comércio e poderão cassar o alvará de funcionamento de quem descumprir a ordem. Entre as cidades da Região, Itatiba está medindo a temperatura de quem entra na cidade. Uma mulher de Jarinu foi transferida para o Hospital São Vicente de Paulo, mas não há confirmação até o momento para morte por coronavírus no Aglomerado Urbano de Jundiaí. O Jornal de Jundiaí conversou com o médico infectologista Renato Satovschi Grinbaum, 54 anos, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, professor de medicina na Universidade Cidade de São Paulo (UNICID) e médico no Hospital São Luiz. Ele traça um panorama geral da doença, desde ações e consequências. Segundo ele, o coronavírus (covid-19) é uma infecção respiratória transmissível que causa quadros na maioria das vezes leve, mas em grupos especiais leva a problemas pulmonares mais graves. “Pela transmissibilidade, muitos casos estão ocorrendo ao mesmo tempo, gerando caos nos serviços de saúde de alguns países”, comentou. Grinbaun explica que a transmissão é feita a partir de secreções respiratórias que estão nas mãos ou em superfícies. “São menos frequentemente pelo contato direto com secreções respiratórias, quando indivíduos estão muito próximos. O vírus não fica suspenso no ar nem é transmitido por via sexual. Todo indivíduo, inclusive crianças, podem ser contaminadas”, diz o infectologista. Para a contenção, o médico afirma que o importante é seguir as recomendações das autoridades, diminuindo os contatos entre pessoas, para reduzir a velocidade de transmissão. “Também é um ótimo momento para aprender as normas higiênicas mais essenciais para a prevenção de infecções. Hábitos que gostaríamos que se transformassem em rotina. Higienizar as mãos com frequência, e proteger com os braços as pessoas próximas ao tossir e espirrar”, orienta. Uma das dificuldades apresentadas no diagnóstico, segundo ele é não ser possível diferenciar coronavírus de uma gripe comum. “Somente exame específico pode revelar, pois clinicamente não há como diferenciar”. Sobre a cura, Grinbaun afirma que a imensa maioria dos casos se cura espontaneamente e sem sequelas. Ele faz um alerta sobre a importância em observar os sintomas e só procurara rede de saúde se eles forem intensos, como febre alta, pressão baixa ou falta de ar. “O covid-19 se manifesta das seguintes formas: a) quadro assintomático; b) resfriado (que tecnicamente se chama rinossinusite viral aguda); c) síndrome gripal (caracterizada por febre alta, dores de cabeça e musculares e tosse seca); d) síndrome respiratória aguda grave (que é a síndrome gripal grave, associada a falta de ar, salienta. Ele ressalta que projeção do pico da doença em 10 dias pode ocorrer, seguindo o modelo de epidemias anteriores. “Com as medidas de contenção, o pico poderá ser bem menor e mais tardio. No momento o isolamento social é auxiliar no combate coletivamente e, individualmente, a promoção da higienização das mãos”, reforça o infectologista.

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