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Com 32 casos de Sarampo, São Paulo está em alerta

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 19/06/2019 | 05:01

Casos de sarampo vem sendo registrados em muitas cidades brasileiras. A doença voltou a circular no Brasil em 2018, a partir dos estados do Amazonas, Roraima, Pará, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte o que fez com que o país perdesse o certificado de erradicação da doença, concedido em 2016 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Na cidade de São Paulo 32 casos da doença já foram confirmados este ano e outros 147 suspeitos foram notificados. A informação foi confirmada na última segunda-feira (17) pelas Secretarias Estadual e Municipal da Saúde. A Capital estava há quatro anos sem registrar infecção pela doença.

Segundo a prefeitura de Jundiaí até ontem (18) um caso suspeito da doença era investigado, mas após a realização de exames, o resultado foi negativo, descartando a doença. Em 2018 cinco notificações foram registradas, sem confirmação. O último caso confirmado no município foi em 1998.

O sarampo é uma doença infectocontagiosa grave causada por um vírus, transmitida pelas secreções respiratórias. Os sintomas iniciais apresentados pelo doente são febre acompanhada de tosse persistente, irritação ocular, coriza e congestão nasal e mal-estar intenso. Após estes sintomas, há o aparecimento de manchas avermelhadas com duração mínima de três dias, podendo ocorrer lesões dolorosas na boca.

A vacina é o método mais eficaz de evitar a doença. Jundiaí conta com imunização de 96% da população de crianças na faixa etária de 1 ano (5,8 mil), principal público-alvo da dose, segundo dados da Vigilância Epidemiológica (VE), órgão da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS). Para ampliar a cobertura e evitar a disseminação da doença, desde o ano passado, conforme orientação do Ministério da Saúde, a vacina é oferecida para pessoas nascidas a partir de 1960. As doses estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Clínica da Família e Novas UBSs da cidade, conforme o horário de atendimento.

A pediatra Aline Mendes ressalta a importância da vacina. “Estamos vivenciando a volta de uma doença que estava erradicada do país. Isto se deve, sem dúvida, à baixa cobertura vacinal. A única forma de evitar a doença é tomando a vacina, que é oferecida gratuitamente pelo SUS, combinada a rubéola e caxumba. É uma vacina subcutânea, pouco dolorosa e altamente eficaz. Somente a vacinação conseguirá impedir uma disseminação da doença, que é altamente contagiosa e potencialmente grave”, explica.


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