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Com 535 casos de dengue, cresce procura por remédios em Jundiaí

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 13/04/2019 | 05:05

Devido ao crescimento do número de pessoas infectadas com dengue em Jundiaí, as farmácias da cidade registraram um aumento na venda de remédios para hidratação e dor no corpo, os mais indicados para quem contrai a doença.
Segundo boletim epidemiológico divulgado ontem na cidade, Jundiaí registra somente 535 casos de dengue somente este ano. Foram 148 novos casos em apenas uma semana. Os bairros São Camilo e Novo Horizonte continuam com surto de dengue. Neste sábado, a prefeitura fará mutirão na Vila Rica, próxima da Vila Rio Branco e Jardim da Fonte.
Hidratação com soro e muita água, dipirona e remédios para reconstruir a flora intestinal são medicamentos que apresentam maior número de vendas nas últimas semanas.
O farmacêutico da Vila Hortolândia, Eduardo Pacheco de Souza, afirma que a procura por esses remédios cresceu consideravelmente. “Não sei o número exato mas a procura aumentou por conta do surto da doença. Aqui na região da Vila Hortolândia estamos acompanhando e vemos que o número de casos não para de subir”, conta.
Segundo o boletim epidemiológico divulgado pela prefeitura, a Vila Hortolândia confirmou 7 casos da doença esse ano.

Epidemia
Esse ano a cidade já registrou 1.319 notificações da doença. Na última semana, 148 novos casos de dengue foram confirmados, segundo o boletim divulgado ontem pela Vigilância Epidemiológica (VE), órgão ligado à Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS). De 1° de janeiro a 12 de abril foram registrados 535 casos positivos. Em comparação com o boletim epidemiológico divulgado na última sexta (5), houve um aumento de 38%.
Desse número, 500 são autóctones, 32 importados e 3 indeterminados. Segundo a UGPS, a maior incidência foi registrada nos bairros Jardim Novo Horizonte, com 162, respondendo por 30,2% dos casos da doença na cidade; seguido por São Camilo, 127, sendo 23,7%, Vila Aparecida 34 casos, 6,3%, Ponte São João com 28 casos, representando 5,2% e Almerinda Chaves, 20 casos, 3,7%. Os demais casos estão pulverizados em diversos bairros cidade.
Em relação à chikungunya, há seis casos suspeitos e um ainda aguarda resultado. Não há registros de casos de zika e febre amarela.

Mutirão
Neste sábado (13), técnicos da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) farão trabalho de orientação da população e busca ativa de sintomáticos na região da Vila Rica, próxima da Vila Rio Branco e Jardim da Fonte. Durante a semana, as atividades estiveram focadas no São Camilo, inclusive com aplicação de nebulização em 50% do território.
>De acordo com a biomédica da UVZ, Ana Lúcia de Castro, o trabalho de hoje mantém a linha desenvolvida. “Fizemos vistorias em 500 imóveis do São Camilo nesta segunda atividade casa a casa realizada no bairro, e, mesmo assim, recolhemos diversas amostras de larvas. Isso indica que há mosquitos em vários estágios no bairro. As pessoas precisam eliminar todo recipiente que possa acumular água e se transformar em um criadouro. Somente com o cuidado das residências é que será possível combater a dengue e as demais arboviroses. Os bairros determinados para a atuação fazem divisa com o São Camilo e, por isso, é necessário que estejam alerta”, explica.
Ainda durante a semana, os técnicos também realizaram o mesmo trabalho casa a casa, busca ativa de sintomáticos, orientação sobre eliminação de criadouros e encaminhamento dos suspeitos para equipamentos de saúde nos bairros Vila Ana e Vila Jundiainópolis. Segundo a biomédica, os locais de encontro de larvas continuam sendo de fácil eliminação. “Foram identificadas larvas de mosquitos Aedes aegypti em caixas d’água sem tampa, plantas em água e pratinhos de vasos. São cuidados simples, que não são tomados e resultam em um grande impacto negativo para a população”, orienta.

REMEDIOS PARA DENGUE SORO EDUARDO PACHECO DE SOUZA FARMACEUTICO


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