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Com a mesmo valor, BRT será retomado com 17,5 km a mais

Mauro Utida . mutida@jj.com.br | 21/12/2017 | 09:11

Com o mesmo recurso de R$ 135 milhões, o governo do prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) vai retomar o projeto original do BRT (Bus Rapid Transit), agora com 21,7 km de extensão – antes contemplava 4,25 km do traçado da Colônia ao Centro.

O traçado original também abrange as linhas Centro/Eloy Chaves e Cecap/Rodoviária. A linha Colônia/Centro, que pelo projeto da administração do ex-prefeito Pedro Bigardi (PSD) iria até a praça Rui Barbosa, pela nova rota seguirá até o Terminal Central. O projeto foi elaborado em 2012, na administração do ex-prefeito Miguel Haddad (PSDB).

“Não conseguimos identificar razões para priorizar apenas a rota da Colônia, que não é a demanda maior do transporte público de Jundiaí. Entendemos que o valor é alto para implantar apenas 4,25 km”, informa o gestor da Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte, Silvestre Ribeiro.

Ele está à frente da retomada do projeto do BRT, suspenso desde o ano passado por meio de uma ação judicial do Ministério Público, que identificou irregularidades na licitação para contratação da empresa responsável pela obra do trecho Colônia/Centro.

Segundo Silvestre, a licitação foi cancelada pela administração municipal e uma nova será anunciada assim que o projeto junto ao Ministério das Cidades e à Caixa Econômica Federal – responsável pelo financiamento de R$ 106 milhões – for constituído. A Prefeitura de Jundiaí será responsável pela contrapartida de R$ 29 milhões, sendo que R$ 2 milhões já foram investidos em projetos. “A previsão é que o início da implantação comece daqui um ano e as obras sejam concluídas em três anos”, anuncia.

Impacto menor
Outra característica destacada pelo gestor Silvestre na retomada do projeto do BRT é que ele deverá causar menos impacto do que o projeto anterior. Ele adianta que as desapropriações serão mínimas, porém informa que ainda não foram identificados o volume de intervenções. “Serão obras pontuais, que visam eliminar gargalos na mobilidade da cidade”, explica.

Segundo o gestor, a mudança no escopo do projeto original dará mais flexibilidade urbana e terá como objetivo desafogar o trânsito no Centro. Ele explica que o eixo do BRT será integrado ao sistema de transporte público utilizando os sete terminais do município. “As mudanças não vão chegar de uma vez, mas a população vai perceber melhorias na qualidade do serviço”, garante.

Ele explica que as linhas do BRT serão operadas pelas próprias empresas em atividade e será preciso obter cerca de 20 ônibus a mais para atender as três linhas. “A diferença destes ônibus é que eles contam com mais aparato tecnológico e proporcionam um serviço mais eficiente”, destaca.

Silvestre também informa que com a implantação do BRT, toda a frota de ônibus do município terá que ter o padrão de qualidade europeu para diminuir os níveis de poluição.


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