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Com ações de bloqueio, Zoonoses reduz transmissão de dengue em Jundiaí

DA REDAÇÃO | 20/02/2019 | 20:11

Com 23 casos autóctones de dengue, além de 7 importados neste ano, Jundiaí mantém trabalho intenso de combate aos mosquitos Aedes aegypti, transmissores das arboviroses. As ações de bloqueio já realizadas resultaram na contenção da transmissão em áreas, como o Jardim São Camilo, bairro com maior índice de pessoas positivas para a doença. A atuação intensiva também é desenvolvida a área do Jardim Novo Horizonte, com o objetivo de encerrar a transmissão da dengue, juntamente com a conscientização da população em eliminar os criadouros das residências.

A efetividade do trabalho desenvolvido pelas equipes da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) e das agentes comunitárias de saúde é comprovada, de acordo com o gerente da UVZ, Carlos Ozahata, com o número reduzido de casos novos. “A área do São Camilo, pela característica do bairro e da própria população, registraria um número muito maior de casos, se não houvesse a ação de bloqueio desenvolvida no local. O ciclo do mosquito é muito rápido, por isso, a ação também segue a mesma linha”, explica o gerente, lembrando que o primeiro registro de caso autóctone foi em dezembro de 2018, tendo as ações desencadeadas em sequência, inclusive com a necessidade de duas seções de nebulização pelas vielas do bairro, no mês de janeiro, por conta do risco identificado à população. Neste período, a região do São Camilo registra 19 casos.

O mesmo modelo de atuação é aplicado a toda notificação de casos suspeitos para a dengue. Até o dia 15 de fevereiro foram registradas 124 notificações. “A partir da notificação da suspeita feitas pelos equipamentos de saúde públicos ou privados, as equipes realizam a investigação epidemiológica, com busca ativa de sintomáticos e orientação sobre a eliminação dos possíveis criadouros dos mosquitos na residência. A quantidade de sintomáticos, juntamente com a identificação de mosquitos adultos determinam as demais ações a ser tomadas, que podem ser, inclusive, a aplicação de venenos e nebulização”, detalha o gerente. No caso do Jardim Novo Horizonte, as características ambientais específicas – plano e com muitos criadouros – determinam a ação intensiva da UVZ. Na manhã desta quarta-feira (20), os agentes da UVZ realizaram trabalho de rotina nos Pontos Estratégicos da região, além da busca ativa de novos possíveis casos.

Segundo a biomédica da UVZ, Ana Lúcia de Castro Silva, a quantidade de criadouros encontrada é um problema que exige a parceria da população para ser resolvido. “Durante o trabalho de investigação foi identificada uma quantidade expressiva de criadouros, internos às residências e também integrantes da construção, como é o caso das lajes não terminadas, que acumulam água e se transformam em criadouros ideais e ainda, de grande quantidade. É fundamental que a população se mobilize para lutar contra o avanço da doença”, explica.

A UVZ também acionou a Rede Socioassistencial do Novo Horizonte, composta por representantes da sociedade civil, terceiro setor e equipamentos públicos, para que o trabalho de conscientização integre a pauta de encontros das instituições.

T_DENGUE


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