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Com alta do gás, comércio tenta manter preços

Angelo Augusto Santi | 03/01/2020 | 11:00

O começo do ano geralmente é marcado pelo aumento no preço de determinados produtos e serviços. O gás de cozinha, por exemplo, teve um reajuste de 5% anunciado pela Petrobrás no final do ano passado. O reajuste é válido para todos os tipos de GLP, desde o residencial, conhecido como gás de cozinha nos botijões de 13 quilos, até o industrial e comercial, vendidos em vasilhames de 20 kg, 45 kg e acima de 90 kg, incluindo a granel.

Os principais prejudicados com este aumento são os estabelecimentos comerciais como lanchonetes e restaurantes, onde o consumo de gás é bem grande. Porém, para manter um preço justo e competitivo, os donos desses locais preferem se desdobrar e economizar em outros itens para que o seu produto final não precise ficar mais caro.

Paulo Roberto Hartmann, dono de um restaurante na Vila Hortolândia, em Jundiaí, diz que tem sentido na pele o aumento do preço do gás, mas que ainda não alterou o preço das refeições servidas. “No final do ano passado o aumento do gás de cozinha foi bem grande, porém o que mais encareceu foi a carne vermelha. Estamos fazendo o máximo para não aumentar nossos preços, principalmente o da marmitex. Uma das alternativas tem sido trocar a carne da marmitex por frango, por exemplo. O hortifruti, por exemplo, não aumentou e ainda estamos conseguindo manter o mesmo preço”, comenta.

Aguinaldo dos Santos, o “Pardal”, é dono de um food-truck de hambúrgueres e de cachorros-quente, diz ter percebido o aumento de diversos produtos para o início deste ano. “Em relação ao gás, eu uso cerca de dois botijões de 13kg por semana, sendo oito por mês, mas não vejo o aumento de 5% como algo tão relevante. Essa porcentagem é até bastante pequena perto da alta que tiveram a carne vermelha, o pão, os derivados de queijo e os embutidos. Neste final de ano os maiores vilões em aumento foram os derivados de queijo. Mas não podemos acrescentar no produto final a todo momento. Eu defino o cardápio uma vez por ano e não altero mais os preços o ano inteiro”, relata.


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