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Com calor, queda de pressão preocupa

Guilherme Barros | 05/11/2019 | 05:00

O calor intenso dos últimos dias liga o sinal de alerta para um perigo silencioso: a queda na pressão arterial. Especialistas alertam para um aumento de 15% a 20% no número de ocorrências desta natureza em relação aos períodos mais frios.

O cardiologista Wagner Ligabó enfatiza que os mais velhos são os que mais sofrem com as altas temperaturas. “Aquele que já toma remédio precisa repassar com o médico, porque o índice de queda de pressão varia muito. A pessoa que está acostumada a viver numa cidade em que a média é 24 graus, por exemplo, quando se depara com períodos de 34 graus, como vem ocorrendo, precisa se policiar”, destaca.

Os horários para a prática de exercícios também devem ter atenção redobrada. “Os infartos de miocárdio ocorrem, estatisticamente, na parte da manhã. O correto é se hidratar e evitar o sol, mas isso em todas as épocas”, reitera.

“Em uma temperatura considerada normal, de 24 graus, uma pessoa de 80 quilos perde, em média, 48 ml de líquido através da transpiração, fora a urina. Por isso, a necessidade de ingerir baste líquido, isotônico, mesmo sem sentir sede”, enfatiza o professor de cardiologia da Faculdade de Medicina de Jundiaí, Luis Henrique Bignotto.

O hospital São Vicente de Paulo registrou 14 casos graves de queda de pressão arterial entre julho, agosto e setembro, quatro a menos em relação ao mesmo período de 2018. São pacientes que fazem a triagem em Pronto Atendimentos e são encaminhadas ao pronto-socorro adulto devido à gravidade da situação.

 


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