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Com comitê, Jundiaí se arma contra coronavírus

Da Redação | 11/03/2020 | 05:00

Até o momento, Jundiaí não contabiliza nenhum caso confirmado de coronavírus, porém há 17 notificações registradas, sendo que 16 aguardam resultado e um caso foi descartado. Por conta dos números, integrantes do Comitê Hospitalar de Enfrentamento ao Novo Coronavírus se reuniram na tarde de ontem para definir estratégias preventivas a fim de impedir o alastramento do vírus em Jundiaí.

A reunião foi marcada pela presença de autoridades da área de saúde da cidade, representantes de hospitais públicos e particulares, além de gestores dos órgãos de monitoramento da saúde municipal. Segundo o prefeito Luiz Fernando Machado, o trabalho realizado pelo comitê visa padronizar procedimentos. “Seguimos o protocolo especificado pelo Ministério da Saúde, e aqui em Jundiaí, tanto a rede pública quanto a rede privada seguem seus procedimentos para dar respaldo não só à população como também aos profissionais envolvidos no comitê”, explica.

Na reunião foram discutidos procedimentos de uso de máscara, como serão feitos os encaminhamentos para a vigilância sanitária e outras ações afim de viabilizar a condução dos casos suspeitos, levando em conta que os laboratórios não funcionam aos finais de semana.

Segundo explicou a enfermeira da Vigilância Epidemiológica (VE), Maria do Carmo Possidente, o respaldo dos casos suspeitos contribui para o controle dos órgãos para evitar o alastramento da doença. “Em hospitais, por exemplo, os pacientes considerados casos suspeitos devem solicitar suas máscaras cirúrgicas para que não coloquem outras pessoas em risco”, alerta.

Na prática
O gestor da saúde, Thiago Texera, afirma que os hospitais do município estão preparados para agir. “Seguiremos um plano de ação estruturado pela Secretaria da Saúde de Jundiaí. Quando recebermos um caso suspeito, a recepção do hospital logo será informada. Em seguida, o paciente receberá uma máscara e será encaminhado para um estabelecimento isolado para que não tenha contato com outras pessoas”, explica o gestor.

Ele enfatiza que os casos suspeitos serão acompanhados pela Unidade de Vigilância Epidemiológica e seguirão em isolamento domiciliar, mas casos graves serão tratados com particularidade. “Caso venham a necessitar de internação e cuidados específicos, também contaremos com leitos de isolamento”, ressalta.

O médico do Hospital São Vicente de Paulo (HSV), Marco Aurélio Cunha Freitas, afirma que receberão casos de outras cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ). “Os casos suspeitos graves de outras cidades já são atendidos no Hospital São Vicente, mas os casos mais leves serão tratados em seus respectivos municípios”, explica.

Casos suspeitos
O Brasil já contabiliza 34 casos confirmados do coronavírus (covid-19). Além dos casos confirmados, há ainda outros 893 registros suspeitos e 780 casos descartados. Dentre os confirmados, 19 casos são de São Paulo, que lidera o ranking entre os estados atingidos pelo vírus.

Diante dos números, o Ministério da Saúde atualizou as definições de caso suspeito. É preciso ficar em alerta aos casos em que o paciente apresentar febre, acompanhada de algum sintoma além de ter retornado de viagem nos últimos 14 dias ou àqueles que além de corresponderem ao primeiro requisito tiverem contato próximo com um caso suspeito ou confirmado.

São considerados casos suspeitos ainda as pessoas que tenham contato físico direto com casos suspeitos ou confirmados; aqueles que tiverem contato frente a frente por mais de 15 minutos em espaço inferior a 2 metros; quem venha a ter contato desprotegido com secreções infecciosas, como tosse e ainda aqueles que permaneçam em ambientes fechados, como salas de aula e apresentarem os sintomas.


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