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Com custo de R$ 7,5 milhões, primeira UPA é entregue hoje

ARIADNE GATTOLINI | 01/12/2018 | 05:05

O prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) inaugura neste sábado (1) a primeira UPA (Unidade de Pronto Atendimento), juntamente com uma Clínica da Família, no Jardim Novo Horizonte. Com custo de R$ 7,5 milhões (R$ 2 milhões do governo federal), mais o custeio de R$ 1,2 milhão ao mês, a UPA Vetor Oeste só foi possível após reorganização financeira municipal, cuja administração pegou a obra parada e sem dotação orçamentária para funcionamento. As outras três UPAS previstas para Jundiaí devem ser entregues até 2020.

Os números são grandiosos para atender uma população estimada em 141 mil pessoas no Vetor Oeste. Através da UPA, devem ser realizados nove mil atendimentos ao mês, 10 mil procedimentos de enfermagem, 5,5 mil exames, mil ultrassons, dois mil Raio-x e 360 eletrocardiogramas. Serão 134 funcionários, contratos pela OS (Organização Social), que irá administrar o local. “Nosso contrato é de gestão e a organização tem esta meta a cumprir”, ressaltou Luiz Fernando, durante entrevista ontem à tarde. Para o prefeito, o investimento irá ter reflexo em toda a rede, desafogando outros serviços de saúde.

Em um modelo híbrido e inédito, a UPA também terá ao lado uma Clínica da Família, com oito equipes completas, incluindo dentistas, que atenderão a população de quatro bairros. O custo operacional desta unidade é de R$ 400 mil por mês. Para o prefeito, é fundamental que a população entenda que a prioridade da administração está na saúde. Por isso, ele foi pessoalmente responder aos questionamentos dos moradores sobre o funcionamento do local. “Fui de comércio em comércio convidando as pessoas a conhecer a obra”, relata.

Demais UPAs
Com a resolução do governo federal que aprovou na última semana modelos híbridos para as UPAs, a intenção é que mais três (Vila Progresso, Ponte São João e Vila Hortolândia) sejam entregues até 2020. As obras também estão paralisadas, duas delas com problemas estruturais. “Nossa intenção na Vila Progresso é criar um centro de especialidades, integrando o NIS (Núcleo Integrado de Saúde), a Saúde da Mulher, com exames de ultrassom, raio-X e eletro. Chamamos ela de ‘AME Municipal’”, relatou.

Na Vila Hortolândia, a previsão é de um modelo híbrido como o implantado no Vetor Oeste. O sistema operacional da Ponte São João ainda está sob avaliação. “Todos projetos estão sob reavaliação porque estavam em desacordo com a Vigilância Sanitária.”
Em relação à dotação orçamentária, Luiz Fernando afirmou que R$ 4 milhões já estão destinados para o custeio operacional. “Construir não é problema. A manutenção dos serviços é o que mais pesa no Orçamento.”

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