Jundiaí

Com disposição para ajudar mesmo diante do medo do covid guardar


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Crédito: Reprodução/Internet
No vai e vem de médicos, enfermeiros, macas e cadeiras de rodas pelos corredores dos hospitais, alguns personagens passam desapercebidos aos olhos de muita gente, porém são pessoas que fazem toda a diferença durante esta pandemia: os profissionais responsáveis pela higiene e pela hotelaria dos ambientes hospitalares. Eles são de conversa fácil e simpatia ímpar. Muitas vezes quando estão executando a sua função conseguem confortar pelo olhar aquele paciente internado, ou aquela família que aguarda por alguma notícia, mas devido à pandemia do covid-19 novos procedimentos foram adicionados aos hábitos do local de trabalho: procedimentos estes repetidos nos lares destes profissionais. O novo protocolo de higienização neste período de contágio do vírus, que entre outros itens pede limpeza e higienização constantes, não alterou muito a rotina de Juciene Leonardo, de 39 anos, moradora na Vila Ana. Casada, mãe de três filhas e avó de quatro netos, ela faz parte da equipe de higienização do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) e há 4 anos desempenha a função. “No geral, a gente que trabalha na área hospitalar já tem o hábito de higienização ao chegar em casa. O que mudou agora foi uma atenção maior para que juntos possamos combater o coronavírus e evitar a contaminação de quem está próximo de nós’, diz. Quando chega em casa, ela faz questão de reforçar alguns hábitos. Ela coloca na entrada um chinelo para poder trocar os calçados. Um álcool em gel também fica próximo para poder fazer a higienização. Da porta para dentro ela vai direto para o banheiro e só depois tem o contato com a família. “Tenho visto os meus netos, mas apenas a distância. Eu estou tranquila, mas me afastei um pouco deles. Para matar a saudade eu utilizo chamadas de vídeo. Não vou dizer que eles não vão até minha casa, mas quando chegam eu procuro não me aproximar muito. Eles não conseguem entender o motivo de não poder ir na casa da avó com frequência, mas quando acontece a chamada de vídeo é aquela emoção”, comenta Juciene. Ela acredita que a situação será passageira e as pessoas poderão seguir em frente com mais tranquilidade. Pelo menos a equipe de saúde tem feito seu trabalho, principalmente quanto ao uso dos equipamentos de proteção individual. “É uma fase passageira. Nós já passamos por outras e tenho certeza que vamos conseguir. Eu me sinto confiante e tranquila em executar o meu trabalho. Peço a Deus para nos proteger, pois é só ele para nos dá esta força porque me sinto honrada por trabalhar em um hospital. Se eu faço para mim e para a minha família faço para todos”, diz Juciene. Solidariedade Aos 43 anos, Eliane Cristina Ribeiro, trabalha no São Vicente com uma rotina de higiene e limpeza diária dos quartos e corredores da unidade. Na próxima terça-feira (14) ela completa 6 anos de casa e confessa não ter medo desta nova situação provocada pelo covid-19. “Eu não tenho medo de trabalhar no hospital por causa do vírus porque tomo todos os cuidados necessário, mas nossa liderança nos orienta muito e são sempre atenciosos”, declara. Separada, mãe de 3 filhos, Eliane segue a rotina de não entrar com a roupa do trabalho dentro de casa. Deixa tudo fora. Vai para o banho e depois segue a programação familiar. Algo que chamou a atenção é o comportamento da neta de um ano. “Ela estende as mãozinhas para passar o álcool em gel. A mãe dela coloca e ela esfrega as mãozinhas”, diz sorrindo. De aprendizado desta situação imposta pelo isolamento social, Eliane diz que a solidariedade é uma das marcas. “Apesar do limite com saída e convívio restrito com a família, fica a sensação de que ninguém está sozinho. Trabalho em equipe e solidariedade”, finaliza. Diálogo Fazer parte de uma equipe de saúde neste período de combate ao coronavírus é privilégio para muitos profissionais. Assim tem sido para Maria Sandra de Jesus Costa, de 57 anos. Trabalhando no Hospital Universitário de Jundiaí (HU) ela também diz não ter medo do trabalho que executa durante a higienização e hotelaria da unidade. “A gente está sempre bem orientada como temos que acessar as salas, com o uso dos equipamentos de segurança certos. Não tenho medo. Nunca passei por uma experiência dessas. É o meu primeiro trabalho em hospital e eu fico feliz, pois estamos com pessoas bem orientadas com profissionais bem capacitados para enfrentar esta pandemia”, finaliza. Sobre a questão familiar, Maria Sandra destaca o diálogo como ferramenta principal, mas faz questão de usar as redes sociais para se comunicar com a família. “Conversamos bastante. Eles entendem. Aliás eu tenho uma filha que também trabalha no hospital e por isso a compreensão entre a família é evidente.” Orientações Para a segurança dos colaboradores de hospitais públicos e privados, o Ministério da Saúde indica que sejam disponibilizados locais para lavar as mãos com frequência, álcool em gel 70% e toalhas de papel. Além do fornecimento e orientação para uso dos EPIs.

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