Jundiaí

Com mercado de locação rotativo aumenta negociação de contrato

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Crédito: Reprodução/Internet
Com a perda do emprego e redução de renda de muitos trabalhadores causados pela pandemia do novo coronavírus, difícil tem sido arcar com o compromisso de pagar o aluguel. Apesar deste cenário, o mercado imobiliário para aluguel tem sido rotativo. “Ao mesmo tempo que a procura tem sido grande, muitos imóveis estão desocupados”, revela o proprietário da Independente Imóveis, em Jundiaí, Odenir Fernandes. Desde o início da pandemia, a maior dificuldade para a locação é a conservação dos imóveis por parte dos proprietários. “O inquilino quer morar bem. Por outro lado o proprietário não aceita fazer os reparos e, assim, a negociação emperra e o acordo não é assinado. Neste período tivemos uma redução de 30% a 40% de imóveis desocupados”, revela Fernandes. [caption id="attachment_97493" align="aligncenter" width="800"] Odenir Fernandes, da Independente, diz que falta manutenção dos imóveis[/caption] Para o diretor e coordenador do Grupo de Trabalho Imobiliárias da Proempi (Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região), Pedro Menten, esta é uma situação temporária. “Imóveis vagos é o reflexo do setor comercial que vem sofrendo com a quarentena imposta pela pandemia, mas a expectativa é de em seis meses possamos retomar a normalidade”. Vale lembrar que esta baixa procura não é a realidade que se apresenta para o setor industrial. “Para este caso, tivemos até uma procura que surpreendeu o mercado imobiliário para locação”, conclui Menten. COMERCIAL Quando o assunto é o mercado imobiliário de locação residencial, a história é bem diferente. A começar pela oferta e procura, uma vez que a pandemia trouxe à tona diferentes situações. Uma delas é a procura por imóveis menores que não afetasse a renda da família. Foi o que aconteceu com a acupunturista Maria de Lara Bueno Dias. Proprietária de um apartamento, ela procurou uma imobiliária para alugar uma casa menor e assim ganhar uma renda extra no aluguel do seu imóvel. “Quem busca casas ou apartamentos para morar este é um momento de cautela. Eu demorei para conseguir alugar meu apartamento, mas tive sorte e consegui alugar rápido uma casa para morar, porém neste momento, o importante é ter bom sendo e renegociar o contrato, se assim for necessário”. A saída do apartamento para a casa não foi apenas um desejo, mas uma necessidade imposta pela covid. “Com a minha profissão, tive que buscar outro ofício e fazer cortes no orçamento, entre eles o aluguel”, lamenta. [caption id="attachment_97492" align="aligncenter" width="800"] A acupunturista Lara Bueno conseguiu negociar o valor do aluguel da casa[/caption] FUTURO PROMISSOR Outra situação comum nos últimos meses foi a de família que, até então, moravam em apartamento, mas por conta da pandemia, foram buscar casas com espaços maiores, com quintais e jardins. Para estes casos, Wesley Roger Ventura Dias, sócio-proprietário da Wesley Roger Ventura Dias, o mercado está aquecido, mas de um jeito diferente. “Muitos clientes têm nos procurado porque querem sair dos apartamentos e preferem morar em casa”. Assim como Menten, Ventura aposta na negociação entre locador e locatário. “Clientes buscam negociar a sair do imóvel, ainda que por período sazonal e especialmente quando há bom relacionamento”. Quanto aos valores, não houve alteração. “O que mudou foi a margem de negociação e, consequentemente, o valor de fechamento do acordo. Com a covid-19, os proprietários estão mais abertos para negociações”.  

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