Jundiaí

Com superlotação, Casa da Criança restringe atividades

CASA DA CRIANCA
Crédito: Reprodução/Internet
Com mais de 200 crianças na fila de espera para ingressarem na Casa da Criança Nossa Senhora do Desterro, localizada no Centro, a partir do próximo ano a instituição terá que interromper as atividades do G4, que oferece o serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculo a crianças de 4 a 12 anos. A medida terá que ser feita para priorizar o acolhimento das crianças de 2 a 3 anos que fazem parte da política de educação da instituição. A atitude não agradou em nada alguns pais que não sabem como será a rotina dos filhos no próximo ano, principalmente se tiverem que ficar apenas meio período em outra escola. É o caso da diarista Elisandra Silva (nome fictício), de 45 anos, que contava com o trabalho da instituição para deixar a filha de três anos. "Me informaram sobre a mudança e disseram que agora nos indicarão uma Emeb próxima à nossa casa para que estudem, mas ela ficaria na escola apenas por meio período", conta a mãe. Ela está preocupada com a impossibilidade de conciliar o trabalho com os cuidados com a filha. “Já não tenho um emprego fixo. Me desdobro entre um bico e outro para poder pagar as contas da casa e agora, sem ter com quem deixá-la, a tendência é que as coisas fiquem ainda mais complicadas", lamenta. No início deste ano, a instituição já operava com 185 alunos, sendo que sua capacidade é para 160 matriculados. Como a Casa da Criança fazia o trabalho de contraturno das Emebs, com a mudança as crianças teriam apenas meio período preenchido. Ainda que a medida só entre em vigor no próximo ano, os pais já foram avisados sobre as mudanças. Segundo explica a assistente social da instituição, Marli Brilha Cremones da Silva, de 50 anos, no ato de assinatura da matrícula os pais são notificados sobre a impossibilidade de garantia da vaga. "Isso está exposto no artigo 19 para que todos os responsáveis tenham ciência da questão, até porque temos uma fila de espera", pontua a assistente social. A assistente ressalta ainda sobre o déficit de instituições na cidade que realizem serviço semelhante. “Entendemos os pontos apresentados pelos responsáveis, mas infelizmente, sozinhos, não somos capazes de absorver toda a demanda. Analisaremos os perfis socioeconômicos e daremos prioridade aos que tiverem maior necessidade”, diz. A Unidade de Gestão de Educação (UGE) esclarece que a oferta do G4 (Educação Infantil) às crianças é feita pelo município. Cabe ainda observar que a parceria entre a UGE e a Casa da Criança Nossa Senhora do Desterro se dá apenas por meio da oferta de transporte para os alunos irem até a instituição, após o término das aulas.  

Notícias relevantes: