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Comad é reativado com desafio de reduzir demanda de drogas

niza souza | 14/04/2018 | 06:00

Depois de um ano e meio sem atuação, o Conselho Municipal Antidrogas (Comad) – que deve ter seu nome atualizado – foi reativado com a missão de reduzir a demanda de drogas em Jundiaí e articular os serviços realizados nos equipamentos públicos e privados envolvidos na prevenção e no combate ao álcool e outras drogas. Com 32 novos membros, o conselho trabalha para, entre outras ações, fazer um diagnóstico da situação no município, desde o levantamento do número de usuários até as demandas e carências da cidade, além de criar o Plano Municipal de Políticas sobre Drogas.

Ariane Rios é a nova presidente do Conselho, que foi reativado este ano

Ariane Rios é a nova presidente do Conselho, que foi reativado este ano

Segundo a nova presidente, Ariane Goim Rios, o principal objetivo do conselho é reduzir a demanda de drogas na cidade, o que significa fazer prevenção, oferecer tratamento e ajudar na reinserção social. “Mas o grande desafio é a prevenção”, frisa Ariane. Em Jundiaí, atualmente as ações de prevenção são realizadas na área de educação, com a Polícia Militar e a Guarda Municipal, basicamente. “A gente precisa estruturar essas ações enquanto rede, incluindo outros agentes”, afirma.

A primeira ação do conselho, que realizou até agora duas reuniões ordinárias, foi a criação de quatro comissões, “pensando nos objetivos do conselho”, explica Ariane: eventos e comunicação, fundo municipal, legislação e planejamento municipal.

Um dos destaques é a comissão do fundo municipal, que atualmente não tem nenhum recurso disponível. “O fundo pode receber recurso mediante apresentação de projetos. Essa comissão vai trabalhar para captar recursos, principalmente do Estado e do governo federal”, destaca Ariane.

Outro trabalho importante que já começou a ser feito é a construção de um Plano Municipal de Políticas sobre Drogas. “É uma grande tarefa, um grande desafio. Vamos fazer um levantamento, com os setores público e privado, de tudo que há disponível na cidade relacionado a essa área. É um diagnóstico do que temos, do que precisa melhorar e uma proposta de trabalho. Temos vários serviços disponíveis, mas que não estão organizados.”

A comissão de legislação também vai apresentar para o conselho a proposta de mudança do nome, para Conselho Municipal de Política sobre Drogas. “Não se fala mais em antidrogas. Esse termo fica na esfera de segurança, de combate”, ressalta a presidente.

Além de Ariane na presidência, a diretoria do conselho é formado por Thales Delgado (vice-presidente), que representa a sociedade civil; Robinson Pomílio (primeiro secretário), da Polícia Militar; e Geni Amaral (segunda secretária), também da sociedade civil.


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