Jundiaí

Comando dos clubes esportivos conta com a presença de mais mulheres


MULHERES NO COMANDO DE CLUBES DA ESQ PARA DIR LUCIANE ZANATTA SELMA GARCIA FLAVIA SAAD
Crédito: Reprodução/Internet
O preconceito contra as mulheres sempre existiu e no esporte não foi diferente. Na primeira edição dos Jogos Olímpicos, a sua presença não foi permitida (apenas na edição de Paris, em 1900, foi liberada a participação de mulheres). No Brasil, o futebol feminino foi proibido pela Ditadura Militar através de decreto presidencial em 1941 - durando tal veto até 1979. Entretanto, barreiras estão sendo quebradas. Os últimos obstáculos a serem superados é a presença feminina nas direções de clubes esportivos. Três agremiações da cidade já venceram o preconceito. No Clube São João, Paulista Futebol Clube e Tênis Clube, as mulheres estão ganhando espaço e ocupando os postos mais altos. No Clube São João, os três postos principais são ocupados por mulheres. A ‘cabeça’ é a presidente Selma Garcia. Reeleita para mais dois anos de mandato em julho, ela afirma que no começo sofreu bastante com o preconceito por parte dos homens. “Na primeira eleição escutei muito sobre mulher na presidência, mas hoje as pessoas que nos criticaram vieram para o conselho e estão na nossa chapa”, conta a presidente, que tem como vice Eliana Cardoso e, como primeira secretária, Carina Zagotti. “Nosso conselho tem agora seis mulheres. Aqui há espaço para todo mundo, independentemente do sexo”, completa. No Tênis Clube, o posto da direção de esportes é ocupado por Flávia Saad. Tenista, com participações em Jogos Abertos e Regionais, onde defendeu Jundiaí, ficou bastante contente ao ser convidada pelo presidente, João Maffia, para o cargo. “Sou apaixonada por esporte e por isso aceitei o desafio para devolver tudo que recebi no desporto”, disse. No Paulista Futebol Clube, Luciane Zanatta começou a participar da vida do clube como conselheira. Atualmente é vice-presidente e sabe a importância do cargo que ocupa. “É muita responsabilidade, e a gente tem muito trabalho pela situação do clube, com muitas decisões a serem tomadas. Precisamos ter garra e força de vontade, pois as dificuldades aparecem no caminho”, afirma. “Acho que a participação da mulher está aumentando nos clubes a cada dia, mas a força feminina está fazendo isso diminuir”, complementa. Para Flávia Saad, mulheres em cargos importantes deixam o ambiente nos clubes mais leve. “É mais envolvente ter uma diretora feminina, pois a gente acaba levando o aspecto que o clube é da família e mudamos o paradigma de que só homens participam dos eventos esportivos. Hoje, a mulher está em todas as atividades e em todas as modalidades”, completa a diretora de esportes do Tênis Clube. Como presidente do São João, Selma acredita que está conseguindo trazer de volta as pessoas para dentro do clube, com presença predominante feminina nas atividades. “A gente tem que resgatar sócios e conseguimos fazer isso nas aulas esportivas. Com isso, os associados estão voltando com força total”, completa. Luciane Zanatta nota que no futebol a presença das mulheres nos estádios aumentou nos últimos tempos, especialmente no Jayme Cintra. “Temos planos de reativar o departamento de futebol feminino. E, no nosso estádio atualmente, há muito mais mulheres na torcida do que cinco atrás. A nossa torcida entre as mulheres tende aumentar cada vez mais”, conta a vice-presidente, que jamais sofreu algum tipo de preconceito no clube. “Sempre fui respeitada pelos jogadores, comissão técnica, funcionários e torcedores aqui no Paulista”, completa. Para as três, há muito espaço para se conquistar. “A gestão feminina pode crescer. Basta a mulher acreditar e aceitar os desafios. A mulher tem um olhar mais paciente. Aceitamos a reclamação de um sócio para resolver o problema”, declara Flávia. “A mulher é mais observadora, mais caprichosa. Tem detalhes que a mulher observa de longe”, afirma Selma. E, na suavidade, a certeza. “Acho que certos detalhes a mulher tem delicadeza para resolver”, diz Luciane  

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