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Comércio espera vender 30% a mais de ar-condicionado

Guilherme Barros | 13/11/2019 | 05:00

A chegada do calor sempre movimenta o mercado de ar condicionado. Estima-se que as vendas aumentam até 30% entre o fim de novembro e o fim de janeiro, data em que os empresários suprem a demanda retraída em época de temperaturas mais amenas.
Muita coisa influencia na hora de escolher o aparelho. A incidência de sol e a presença de equipamentos eletrônicos tem que ser adicionados ao número de btus necessários para refrigerar o ambiente. O cálculo não é tão simples para quem não está habituado com a conta.

“Vamos imaginar um quarto simples, de 9 metros quadrados. São 700 btus para cada metro quadrado, mais 600 btus para cada pessoa que frequenta o espaço. Se houver equipamento eletrônico, adiciona-se mais 600 btus. Calculado isso, a gente passa o orçamento para o cliente”, diz o técnico de ar-condicionado Ermiro Carneiro Fernandes. “Só esse quarto teria que receber um equipamento de 7500 btus, que é o aparelho fabricado com a carga mínima de energia”, explica. Ele chega a vender em média 100 aparelhos por mês, isso agora com a chegada do verão.

Os preços também são diferenciais na hora de fechar um negócio. O proprietário de uma empresa especializada no setor, Lucas Vasconcelos, revela que é difícil bater o preço das grandes empresas de eletrodomésticos. “A gente tem que se apegar nas parcerias com as construtoras, ou mesmo com amigos que fazem manutenção. A demanda dos grandes grupos é muito maior que a nossa. O mercado é concorrido”. Mesmo assim, ele está animado com o comércio no fim do ano. “Os aparelhos que mais saem são os de 9 mil e 12 mil btus, basicamente para ambientes menores”. Os preços, em geral, são a partir de R$ 1300, sem as taxas de instalação.

Legislação

Pouco comentada no cotidiano, a lei de fiscalização para empresas que possuem ar-condicionado ainda patina de maneira prática. O texto assegura, basicamente, a garantia da qualidade do ar interno, a redução do consumo de energia, além da prevenção de doenças contagiosas por meio do ar. A multa para quem não cumprir a lei começa em R$ 2.000.

A lei faz parte do Programa de Manutenção, Operação e Controle, e prevê reavaliação dos aparelhos a cada 90 dias. “É o documento onde estão os dados da edificação, do sistema de climatização, além dos procedimentos e as rotinas de manutenção. Mas é muito pouco falado, existe muito pouca fiscalização”, diz Vasconcelos.

 


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