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Comércio essencial aberto não atrai a atenção do consumidor

Nathália Sousa | 08/07/2020 | 05:00

Mesmo com o comércio não essencial fechado desde segunda-feira (6), a quantidade de pessoas transitando pelas ruas do Centro estava relativamente alta nesta terça-feira (7). O fechamento das lojas do Centro é uma determinação do governo do Estado pela regressão de Jundiaí para a fase 1, a fase vermelha do Plano São Paulo, devido ao número de mortes registradas (veja abaixo dados atualizados de Jundiaí)

Desde a última segunda-feira, apenas o comércio essencial, como óticas, farmácias e mercados estão autorizados a abrir, mesmo assim, ainda há muita gente nas ruas: a maioria sem fazer compras. A atendente de uma lanchonete, que agora oferece apenas opção dos alimentos para viagem, Elisângela da Silva Alves, conta que de fato percebeu a movimentação de pessoas andando pelas ruas do Centro e pouco movimento daqueles dentro dos estabelecimentos. “Tem bastante gente na rua. Acho que a maioria vem para andar ou para ir nos bancos mesmo”, diz ela, revelando que, se do lado de fora há pessoas, na lanchonete o movimento teve uma queda.

Ela diz que os poucos que entram no estabelecimento nem sempre sabem o que desejam pedir, mas confessa que boa parte da freguesia era composta pelos funcionários das lojas. “O movimento caiu bastante com o fechamento das lojas. Os clientes, às vezes, já vêm sabendo o que querem, mas a maioria vem indeciso e escolhe aqui na hora mesmo. O pessoal que trabalha no comércio vinha comprar sempre”, diz Elisângela sem esconder o medo de trabalhar durante o período de quarentena.

A funcionária de uma ótica, Alessandra Ferreira da Silva, diz que a clientela não costuma fazer sala neste momento. Os pedidos são feitos rapidamente, “Com certeza o movimento caiu com o fechamento e os clientes vêm direto para comprar. Tem cliente que nem senta”, explica ela, momentos antes de uma cliente entrar na ótica com pressa para um conserto e já sair minutos depois.

Mesmo com o entra e sai, confessa que todos os cuidados estão sendo tomados. “Eu não tenho medo. Aqui somo em três e estão todos trabalhando porque conseguimos manter os funcionários mesmo com este momento”, revela ela sobre a situação, ainda sob controle, para manter os funcionários, tanto financeiramente, quanto com relação à saúde.

Metalúrgico aposentado e hoje jornaleiro, José Ferreira faz parte do grupo de risco da covid-19, pois já tem mais de 60 anos, mas segue trabalhando. “Eu tenho medo desde o começo da pandemia e agora tenho mais ainda. Faz mais de nove anos que trabalho aqui e neste momento tenho percebido que o movimento caiu. Quando o comércio reabriu o movimento não voltou como era antes da pandemia”, lamenta.

Ele acredita que o pessoa que transita pelas ruas são sempre os mesmos. “Eu acho que nas ruas tem só o pessoal que fica aí de vez em quando. O pessoal do comércio que vinha comprar com a gente, aproveitavam para fazer uma recarga de celular, comprar uma revista, mas agora este pessoal teve que ficar em casa”, diz Ferreira.

CUIDADOS
Aos comerciantes que atuam no comércio essencial, as recomendações sobre medidas profiláticas para que os casos de coronavírus não continuem crescendo no ritmo que vem, permanecem as mesmas. Assim como houve um protocolo para a reabertura dos shoppings, comércio de rua, concessionárias, escritórios e imobiliárias, a disponibilização de álcool em gel, o uso de máscaras e a não consumação de alimentos nos estabelecimentos permanecem.

Durante as próximas semanas haverá uma reavaliação da situação da pandemia, levando em conta aspectos como a capacidade hospitalar e a evolução da disseminação do coronavírus, na Região administrativa de Campinas, à qual Jundiaí pertence.Se houver uma evolução no combate à pandemia, a região avança para a fase laranja e poderá reabrir estas categorias de comércio.


Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/comercio-essencial-aberto-nao-atrai-a-atencao-do-consumidor/
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