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Comércio prevê mais empregos

Guilherme Barros | 09/11/2019 | 05:00

A chegada do fim do ano é sempre motivo de animação para todos os setores da economia. O crescimento exponencial e natural da produção e das vendas pela liberação do 13º salário ganha mais força com a liberação do saque só FGTS, que foi ampliado na última semana de R$500 para R$ 998, valor do salário mínimo.

O comércio é o que mais sente essa animação. As duas próximas datas, Black Friday e Natal, devem influenciar diretamente na contratação de funcionários temporários. “Serão aproximadamente 2.500 vagas, metade delas para atender os setores de calçados, vestuário e tecidos”, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Jundiaí e Região (Sincomercio) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Jundiaí, (CDL), Edison Maltoni.
Outras 25% delas vão para os supermercados e as remanescentes para o segmento de eletroeletrônicos. “Muitos dos que são contratados de forma temporária tornam-se efetivos no começo do ano”, finaliza Maltoni. O comércio espera crescer 5% em relação a 2018.

Na indústria, a perspectiva também é positiva. “A gente não tem um número exato sobre criação de vagas porque a nossa região tem uma variedade enorme de empresas, que são de diferentes segmentos. Ma num âmbito geral, estamos próximos de alcançar a marca de 1 milhão de empregos neste ano. Se a parte política não atrapalhar, a indústria vai decolar ainda mais”, comemora o diretor-titular do Ciesp Jundiaí, Marcelo Cereser. O setor teve o melhor mês de outubro desde 2013.

O diretor-superintendente do grupo Astra, Manoel Flores, também projeta um crescimento. “A gente viveu um período conturbado no setor industrial nos últimos anos , mas a expectativa para 2019 é crescer em torno de 3 a 4%.

O setor habitacional é outro que surfa na onda da retomada do crescimento, embora o fim do ano não seja exatamente um fator preponderante para que o consumidor financie um imóvel. Os bancos e o Comitê de Política Monetária do Banco Central cortaram os juros “O setor imobiliário de Jundiaí e região acredita que este segundo semestre caracterizará a retomada das vendas do público que mais se retraiu na crise: a classe média de 5 a 10 e 10 a 15 salários mínimos. Isto já se percebe no mercado de usados e, hoje, para a classe média, podemos chegar a taxas de financiamento bancário até menores que os do programa Minha Casa Minha Vida”, finaliza o vice-presidente de marketing e inteligência de mercado, Eli Gonçalves. (Guilherme Barros)

 


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