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Comitê de crise avalia ações realizadas durante protesto dos caminhoneiros

bárbara nóbrega mangieri | 05/06/2018 | 05:12

O prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) revogou, na tarde desta segunda-feira (4), o estado de emergência do município, decretado na sexta-feira (25) em decorrência dos protestos dos caminhoneiros. Foi apresentado, também, um balanço das ações feitas pelo Comitê de Crise, instalado durante o período. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas (Recap), Flávio Campos, não poupou elogios ao trabalho do comitê. “Fiquei impressionado com o que vi aqui. Foi uma aula de gestão pública”, afirmou.

Coletiva Crise de Abastecimento Estado de Emergência Jundiaí

Marco Antônio Bezerra, do Sindicato dos Revendedores de Gás (Sinregás), também elogiou. “Daqui saíram orientações para o Brasil todo”. O prefeito afirmou que vai manter uma rotina de trabalho com as forças policiais para reduzir os índices de criminalidade. “Quando compartilhamos os destinos da cidade, a chance de acertar é maior”, afirmou.

Segurança pública

As operações da Polícia Civil, a Guarda Municipal de Jundiaí e a Polícia Militar foi um dos aspectos mais elogiados. Foram 31 escoltas, sendo 23 caminhões de combustíveis, seis de gás de cozinha e dois de gás para a saúde. Segundo o delegado da polícia civil, Luiz Carlos Branco Jr, foram lavrados 25 autos de prisão em flagrante e delito e 87 pessoas detidas por vários crimes durante os dez dias de protesto. O Coronel Yassui, da PM, ressaltou a eficiência da integração apesar do “aumento da desinteligência”, como ele chamou os conflitos que se deram nos postos de combustíveis.

Saúde
Foram mais de 19 mil consultas, sendo 9 mil urgências; mais de 27 mil exames e 402 ocorrências do Samu. O Hospital São Vicente realizou 109 cirurgias e o Hospital Universitário, 24. Apenas 28 cirurgias eletivas foram remarcadas. Alguns serviços particulares também receberam auxílio. “Tentamos não onerar o atendimento público”, explicou o prefeito. A escolta de insumos para a fábrica Baxter também foi lembrada. O gerente de comunicação da empresa, Fabrício Costa, agradeceu a escolta. “Tínhamos 11 caminhões presos no Porto de Santos e conseguimos prover o tratamento de hemodiálise e diálise a 360 pacientes jundiaienses, fora os milhares de outros pacientes pelo país”.


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