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Comitiva esteve em Jundiaí para conhecer trabalho do Sistema S

SIMONE DE OLIVEIRA | 13/11/2018 | 05:02

Uma comitiva formada por representantes do Sistema Sesi, dos poderes executivo e legislativo, do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), estiveram ontem em Jundiaí para participar do programa “Conhecendo a Indústria”, em que integrantes de várias entidades visitam uma unidade ligada ao setor industrial. A escolhida foi o Centro de Atividades Élcio Guerrazzi, o Sesão de Jundiaí.

Coincidência ou não, a visita ocorre em meio ao mal-estar entre indústria e o futuro governo de Jair Bolsonaro após declarações do economista e futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, ao dizer que mexeria no funcionamento do Sistema S. Em sua visão, a solução seria “privatizar” o Senai.

Presente na comitiva, o superintendente nacional do Sesi, Rafael Luchesi, lembrou que as visitas são comuns nas unidades e a de Jundiaí foi bem elogiada. Sem comentar sobre as declarações do futuro ministro, Luchesi apenas enfatizou que a presença de representantes do executivo e do legislativo é importante para o programa.  “Muito se fala em utilizar o Sistema S em outros modelos educacionais, como por exemplo, pelo estado ou nos municípios. Eu acredito que seja possível desde que haja conversas e construções coletivas entre as partes”, disse Luchesi.

Assim também pensa o anfitrião do encontro, o diretor do Centro de Atividades, Mário Eugênio Simões Onofre. “Há alguns municípios que já adotaram nosso modelo didático como forma de ensino. É possível desde que haja conversas”, acredita.
Aproveitando a participação de representantes de vários setores, ele mostrou um pouco dos trabalhos realizados nas sete unidades da Região, sendo três só em Jundiaí.

Modelo de educação próprio, sistema de matrícula, formação de professores e acompanhamento ao estudo técnico foram alguns dos métodos apresentados. “Sabemos se tratar de uma escola com muita procura apesar de a preferência ser para filhos de industriários, mas um sistema de sorteio é que garante a vaga quando há muitas pessoas para o mesmo período, portanto todos os alunos têm o mesmo direito de ingresso”, explica.

PELOS CORREDORES
Acompanhado de alunos do Sesão, a comitiva visitou as dependências do prédio e conheceu o trabalho realizado em todas as séries, assim como salas e laboratórios. O diretor da Consultoria Legislativa Empresa e Instituição da Câmara dos Deputados, Luiz Fernando Botelho de Carvalho, diz que as visitas ajudam a conhecer o trabalho das indústrias brasileiras, assim como seus “braços” e o setor educacional é um deles. “É uma prática comum e importante porque aproxima mais a indústria dos poderes”, comenta.

Ainda de acordo com declarações de Guedes, o ensino técnico no Sistema S, no caso o Senai, poderia ser assumido por um grupo de educação privado, que já atue com ensino básico e superior, e teria a formação técnica como complementar a grade. Na ocasião das declarações do futuro ministro, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, afirmou que há “falta de conhecimento” sobre a atuação do Senai e do Sesi. Ele vê os ataques como produto de “desinformação” e garante que é exemplar a prestação de contas das duas entidades do Sistema S vinculadas ao setor industrial.

Foto: Rui Carlos

Foto: Rui Carlos


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