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Como denunciar casos de agressão contra as mulheres em Jundiaí?

GUSTAVO AMORIM | 17/08/2018 | 14:05

A morte da advogada Tatiane Spitzner, de 29 anos, no último dia 22 de julho, chamou a atenção para o fato de nenhum vizinho, mesmo diante dos pedidos de ajuda da vítima que era agredida pelo marido, tenha chamado a polícia. O fato gerou a campanha nacional #meteacolher, incentivando a denúncia contra agressões. Em Jundiaí, seis mulheres sofrem algum tipo de violência de gênero por dia.

Para quem não sabe como denunciar, o JJ mostra onde e quem você deve procurar para fazer as denúncias – anônimas – do tipo na cidade. “É importante separar a denúncia do boletim de ocorrência. Há muita confusão entre ambos quando as mulheres nos procuram”, pondera a advogada e militante do direito à mulher Juliana Martins. Ela explica que a denúncia geralmente é anônima e feita não pela vítima, mas por pessoas em seu entorno, enquanto o boletim de ocorrência é o registro de fato do crime. “Até há uma maneira de não ter o nome da pessoa no boletim, mas é algo raro.”

VEJA ABAIXO COMO DENUNCIAR

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí

Foto: Rui Carlos/Jornal de Jundiaí

A denúncia pode ser feita pelo telefone 181 por qualquer pessoa que presencie ou escute algo que possa ser violência contra a mulher, e pode ser feita anonimamente. Neste caso, a Polícia Militar deverá encaminhar uma equipe para averiguação. Há também o telefone 180, da Central de atendimento à Mulher. O número é nacional e presta qualquer esclarecimento sobre serviços públicos ao público feminino.

Já o boletim de ocorrência pode ser feito em caso de agressão consumada. Nesse caso, a pessoa agredida deve se dirigir a qualquer delegacia para prestar queixa e registrar a ocorrência. Como há em Jundiaí a DDM, delegacia especializada na atenção à mulher, a cidadã deverá ser encaminhada até o local. Porém, como a DDM trabalha em horário comercial, todas as delegacias estão aptas a receber as denúncias.

“Esse é o caminho natural. Dependendo do caso, das provas, a delegada responsável pode pedir já nesse momento a medida protetiva para a proteção da vítima”, explica o defensor público Fábio Sorge. Ele lembra também que a Defensoria Pública do Estado de São Paulo também pode auxiliar no atendimento às vítimas.


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