Jundiaí

Complexo Cica segue em processo de tombamento


CASA ROSA
Crédito: Reprodução/Internet
Quem passa pelo Jardim Cica já deve ter observado um dos monumentos mais imponentes da cidade: o relógio da antiga fábrica Cica. Além de se destacar no bairro pela importância histórica, ele está na lista de empreendimentos que passam por análise para tombamento. Além do próprio relógio, todo o Complexo Industrial Cica será tombado. Segundo adianta a Unidade de Gestão de Cultura (UGC), por meio do Departamento de Patrimônio Histórico, o edifício já é protegido pelo Inventário de Proteção do Patrimônio Artístico e Cultural, porém a responsabilidade pela preservação do bem cabe aos administradores do imóvel. E é justamente para preservar esta memória que integrantes do Pátio Cica trabalham para conseguir mais investimentos. O diretor Marcelo Possebom diz que os primeiros passos já foram dados. Um deles foi a volta do funcionamento do relógio. Foram R$ 60 mil para a manutenção da máquina e R$ 100 mil para a parte elétrica e hidráulica. "Começamos com alguns testes duas vezes por dia e agora podemos colocá-lo em total funcionamento. Alguns cabos de energia haviam sido furtados, mas agora estamos deixando tudo acertado para voltar a funcionar e receber os visitantes", adianta. Além do relógio, outro empreendimento que deve passar por reformas é a conhecida Casa do Comendador, localizada dentro do complexo. Possebom conta que este espaço já recebeu algumas manutenções corretivas, mas sem alterar a característica da casa. A ideia é revitalizar a fachada e manter o logo da antiga fábrica, o 'elefante'. "Como está em processo de tombamento é preciso calma para qualquer interferência. Queremos mostrar um crescimento sustentável para o espaço, mas claro mantendo as características e devolver à cidade um espaço que tanto fez a diferença na história econômica da cidade." Ainda de acordo com o diretor do Pátio Cica, a ideia é que o espaço se transforme em um ponto comercial, com restaurante, praça e área de convivência. “Já procuramos os antigos funcionários para uma visita controlada por dentro do relógio. Eles sentem alegria e satisfação por voltar a andar pelo local.” PRÉDIOS PRESERVADOS O diretor de Departamento de Patrimônio Histórico, William Paixão, explica que existem vários processos de tombamento em andamento no município. "São processos burocráticos, com diversos prazos de contestação e recursos. Temos também o trabalho de analisar e instruir processos de inclusão de imóveis no IPPAC (Inventário de Proteção do Patrimônio Artístico e Cultural de Jundiaí), além de processos de registros de patrimônios imateriais e tombamentos", diz. Entre os imóveis de reconhecimento municipal, por exemplo, estão o Bolão, a Casa Rosa, Mesquita Islâmica, Centro da Artes, Complexo Argos, Pinacoteca, Loja Maçônica e Edifício Carderelli. "A Casa Rosa, por exemplo, localizada no Centro, já está, pelo Conselho, declarada tombada, mas como o proprietário entrou na justiça, o processo está sub judice. Mas até que se prove o contrário ela já está tombada", diz o diretor Paixão. Apesar destes destaques citados pelo Departamento de Patrimônio, ainda há muitos processos que seguem em análise constante e são submetidos à apreciação mensal do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural (Compac). Segundo Paixão, as atas das reuniões mensais ordinárias podem ser acompanhadas por meio da Imprensa Oficial do município. “É importante observar que, para ser tombado, o imóvel deve reunir características históricas, culturais e ou arquitetônicas que justifiquem sua classificação neste regime especial. A proteção e o tombamento não alteram a propriedade, sendo que a responsabilidade pela preservação do bem cabe ao proprietário”, explica.

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