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Construção de novas represas garante segurança hídrica

SIMONE DE OLIVEIRA | 03/04/2019 | 05:05

As famosas ‘chuvas de verão’ castigaram as cidades do interior por conta do volume de água acumulada nos três primeiros meses de 2019. Em Jundiaí, apenas em março choveu 254 milímetros, valor abaixo da média para o período, que é de 400 milímetros, porém suficiente para manter os níveis das represas fora de risco, segundo especialistas.
Se por um lado as chuvas fizeram estragos com quedas de árvores e enxurradas, por outro ajudaram as cidades a armazenar água para esperar o período de estiagem que vai de junho a outubro. E é nestes meses que antecedem o período de estiagem que os municípios devem aplicar campanhas e projetos para a conscientização dos cidadãos quanto a necessidade do consumo sustentável da água.
Mas as chuvas só foram boas para aqueles municípios que investiram na construção de represas de captação. De acordo com o coordenador de Projetos de Consórcios PCJ, José Cezar Saad, a construção e manutenção de represas municipais para abastecimento público requer investimentos que, infelizmente, a maioria dos municípios das Bacias PCJ não tem devido às condições financeiras. “Esta é uma das soluções que promovem o aumento da segurança hídrica dos municípios e deve ser uma das metas das administrações municipais para o futuro próximo”, comenta o coordenador.
Ele lembra que as chuvas ocorridas este ano foram suficientes para manter os sistemas de abastecimento dentro da normalidade, e a expectativa é que em abril ainda aumente o volume para manter, por exemplo, o Sistema Cantareira em níveis adequados e fora da zona de risco. “O Cantareira também auxilia no abastecimento de algumas cidades das Bacias PCJ, além de fornecer água para outras cidades da Região Metropolitana, porém opera em 55%, por isso a expectativa com as chuvas deste mês é que chegue a 60%.”
O especialista lembra que é neste período, antes da chegada dos meses de estiagem, que os municípios devem aplicar campanhas e projetos para a conscientização dos cidadãos quanto a necessidade do consumo sustentável da água, uma vez que a Região sempre passa por um ‘estresse hídrico’.
Ações de responsabilidade com o uso da água não são mais por época críticas, mas sim um hábito para a vida toda. “As empresas de saneamento têm um papel importante e devem agir para a redução das perdas de água nas redes de distribuição e, sempre que possível e tendo recursos financeiros para tal, elaborar projetos para a reserva de água bruta e tratada.”

JUNDIAÍ
De acordo com a DAE Jundiaí, após as obras no vertedouro da represa, o armazenamento de água na cidade passou para 9,3 bilhões de litros de água, o que representa uma ampliação de 12% na capacidade (ou 1 bilhão a mais de litros de água).
Esta ação faz parte de um planejamento estabelecido pelo Plano Diretor e do Plano Municipal de Saneamento para garantir o fornecimento de água e a segurança hídrica do município e as chuvas no início do ano contribuíram para atingir este número cedente.
Enquanto muitas cidades dependem de outras represas, Jundiaí conta com quatro fontes de abastecimento: Jundiaí Mirim (represa de Acumulação e represa de Captação), Moisés, Serra e, em períodos de estiagem, a reversão do rio Atibaia.
“O município ainda possui espalhados pela cidade, mais de 50 reservatórios de água tratada. Na região do Vetor Oeste já há estudos para a construção de novas represas”, diz o diretor-presidente da DAE Eduardo Palhares.
Chamado “sistema Caxambu” este projeto será formado por três novas represas, que estarão localizadas na Fazenda Ribeirão, Rio das Pedras e Fazenda Cachoeira. O volume previsto de reserva será de aproximadamente 3,5 milhões de litros de água.

REPRESA DA DAE PARQUE DA CIDADE


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