Jundiaí

Construção: Setor espera pela retomada, mas sem aumento de preços


MOVIMENTO LOJA DE MATERIAL DE CONSTRUCAO LUIZ CARLOS ARAUJO SILVA
Crédito: Reprodução/Internet
O setor de materiais de construção já sofre com os reflexos da crise econômica. De acordo com a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), a queda no faturamento desses estabelecimentos pode ser superior a 50%, impacto sentido pelos proprietários de lojas em Jundiaí e na Região. Com a abertura das portas desde o último dia 2, depois de ficarem quase uma semana fechados, em obediência ao decreto municipal, os proprietários esperam recuperar as vendas, mas adiantam que não haverá aumento nos preços dos produtos. Para o gerente de uma loja de materiais de construção de Jundiaí, Renan Rossi, de 33 anos, a queda no faturamento já é uma realidade. "Os lucros já caíram pela metade. O cliente que vem até nós tem procurado materiais para reformas emergenciais. São compras básicas e pontuais", explica. Para não infringir o decreto, o atendimento teve que ser repensado. "No início da quarentena estávamos atendendo de portas fechadas e apostamos no delivery. Agora estamos atendendo com fluxo reduzido de acordo com o que foi preestabelecido pelo decreto municipal para que não haja mais de um cliente a cada 20 metros quadrados”, ressalta Rossi. O motorista Luiz Carlos Araújo Silva, de 50 anos, aproveitou a quarentena para colocar as mãos na massa. "Estou afastado da empresa há mais de um mês. Como nunca tenho tempo aproveitei esse intervalo para pintar a minha casa. Já terminei e hoje vim buscar cimento e lâmpadas para reparar mais alguns cantinhos", compartilha. Por outro lado, há quem não tenha optado pela reforma. É o caso da advogada Edilene Bianchin, de 52 anos. "Tive um problema no encanamento de água antes do início da quarentena. Não consegui terminar a tempo e tive que dar continuidade por conta do prazo estabelecido pela DAE. Além disso, tive que quebrar parte da rampa de casa, por isso, precisei vir comprar pisos para finalizar a obra", diz. Os proprietários esperam que o setor se recupere o quanto antes, mesmo diante de tantas negativas. O colaborador de outra loja de materiais de construção da cidade, André Gustavo Vieira, de 41 anos, fala que a paralisação afetou o rendimento. “Fomos muito afetados, então provavelmente não iremos recuperar os prejuízos antes do final do ano. Com muito otimismo, almejamos alguma melhora por volta de setembro mas o cenário ainda é incerto”, alega. O funcionamento parcial desses estabelecimentos durante a quarentena, a parada das grandes obras impactou foi o principal motivo da queda das vendas. O prejuízo é grande para um setor que almejava crescimento de 4% neste ano, segundo projeção realizada pela Associação Brasileira da Indústria Materiais de Construção (Abramat) junto à Fundação Getúlio Vargas (FGV). “A pandemia tem tido efeitos extremamente negativos na economia mundial e no Brasil. Além da grande instabilidade nos mercados financeiros há também um temor pelo maior arrefecimento da atividade econômica por conta dos efeitos da pandemia sobre as cadeias globais de valor", pontua a diretoria da Abramat. Prevenção De acordo com o Decreto n. 28.920/2020, estabelecido pela Prefeitura de Jundiaí, a condição para que as lojas de materiais de construção funcionem são a intensificação das ações de limpeza, a disponibilização álcool em gel aos clientes, informação à população sobre as medidas de prevenção do covid-19 e manter espaçamento mínimo de um metro entre o balcão de atendimento e o público. [caption id="attachment_88701" align="aligncenter" width="800"] MOVIMENTO LOJA DE MATERIAL DE CONSTRUCAO
LUIZ CARLOS ARAUJO SILVA[/caption]

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