Jundiaí

Consumo durante a crise tem reflexo direto nos atacadistas


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Crédito: Reprodução/Internet
A alta nos preços das mercadorias, principalmente relacionadas à alimentação, fez com que a maior parte da população priorizasse os produtos essenciais nos supermercados. É o que diz uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao apontar que 80% dos consumidores buscam apenas os produtos mais necessários e outros 15% não têm nenhuma preocupação com os gastos. Busca que fez com que os mercados, supermercados e atacadões registrassem um aumento considerável nas vendas nos últimos dias. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), Emerson Luiz Destro, temendo o desabastecimento durante a pandemia, a população acabou aumentando o consumo, mas felizmente logo percebeu que não haveria desabastecimento e voltou a normalidade. “Esta alta deve refletir nos resultados mais altos dos atacadistas em março”, espera Destro. Mesmo com um período atípico, os consumidores não deixaram de consumir, porém afirmaram que perceberam a alta em alguns produtos. Aos 61 anos, Nadir Gueralt, diz que não parou de consumir. “Independente da crise, meu consumo não foi alterado.” Já Marcos Danilo Ferreira, de 26 anos, conta que procura pelos produtos mais baratos. “Diante da crise tento economizar e retrair o consumo.” Consumidor assíduo de atacadistas, Osvaldo Rogério, de 72 anos, percebeu alta nos preços dos produtos nas últimas semanas. “Eu percebi que o preço do café aumentou pelo menos 40%”, conta ele. Já Roberta Cotrin, de 30 anos, dá preferência para lugares mais próximos. “Prefiro consumir em atacadista porque é o mais próximo de onde moro”. Para Viviane Herreira, de 40 anos, a prioridade são para os produtos mais em conta. “Nos atacadistas os produtos são sempre mais baratos.” PROJEÇÃO O setor atacadista prevê uma queda no mês de abril provocada pela baixa procura de produtos destinados a restaurantes, lanchonetes, padarias, além de dogueiros e boleiras. Isso acontecerá por conta do isolamento, já que esses comércios não podem oferecer consumação no local, apenas o delivery, ocasionando queda na demanda. Sobre o início da pandemia no Brasil, o presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad) destaca a procura dos consumidores. “De acordo com uma pesquisa recente da Kantar, o abastecimento inicial dos lares no início de março foi principalmente com categorias básicas e não perecíveis. Gastos com papel higiênico, por exemplo, aumentaram 47% em relação à semana anterior”, diz. “No final de março houve alta na procura de embutidos, água mineral e alimentos para pets.” Já sobre alimentação, leite, açúcar, derivados de tomate, iogurte e massa, também se destacaram. Esses dados coincidem em partes com os fornecidos por uma rede de atacados presente em 21 estados do Brasil, que registrou, no período de 14 a 31 de março, um crescimento superior a 100% nas vendas de produtos como arroz, feijão e massa seca.   PRECAUÇÕES Uma rede de atacadistas entrevistada pelo Jornal de Jundiaí informou que adota medidas de conscientização dos consumidores indicando-os a manter distância de um metro das pessoas ao redor e, sempre que possível, optar que apenas uma pessoa da família vá as compras. A Abad também expediu aos associados um comunicado informando a importância de informar aos clientes as orientações básicas de medidas preventivas, além de trabalhar em conjunto com todos os elos da cadeia de abastecimento, incluindo a indústria e o varejo, inclusive para evitar a elevação de preços.  

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