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Contas fixas preocupam mais a população durante a crise

KÁTIA APPOLINÁRIO | 09/04/2020 | 05:00

A paralisação de boa parte do comércio e da redução de horário das agências bancárias resultaram em dúvidas de consumidores quanto ao pagamento de seus boletos que não param de chegar. Contas de água, luz, telefone, prestação de carro, casa, condomínio, dívidas que têm tirado o sono de muitos jundiaienses.

A cabeleireira Mara Cristina Soares, de 49 anos, já está tomando as providências para que as contas continuem em dia. Ela deu entrada no auxílio emergencial oferecido pelo Governo Federal no valor de R$600, mas conta que está apreensiva com as próximas cobranças que estão por vir. “Não sou contra o isolamento, entendo que nesse momento precisamos nos precaver, mas sem trabalhar, não sei como vou arcar com as dívidas. Acho que deveria haver maior flexibilização para o pagamento das contas durante a crise”, pontua a moradora do Cidade Jardim II.

Para ela, uma das principais dificuldades é o pagamento do aluguel do seu salão de beleza. Com o estabelecimento fechado desde o dia 20 de março, ela não possui uma fonte de renda alternativa. “Estou tentando um acordo com a imobiliária há mais de 20 dias, mas eles ainda não me deram nenhuma resposta”, lamenta.

O coordenador da Associação das Empresas e Profissionais do Setor Imobiliário de Jundiaí e Região (Secovi), Pedro Menten, alega ser possível negociar o aluguel de estabelecimentos comerciais e residenciais, mas é preciso ter bom senso. “Para reduzir ou adiar o pagamento do aluguel, o locatário precisa apresentar um comprovante com a redução dos seus ganhos mensais”, orienta.

E completa. “Meu conselho é que não sejam tomadas decisões precipitadas. É preciso ter serenidade para entender o lado oposto e assim chegar a um acordo em que haja menor perda para ambos os envolvidos.”

CONTAS DE CONSUMO
No município, a DAE Jundiaí suspendeu o corte de água até o dia 30 de junho para os munícipes que estão em situação de falta de pagamento, porém a dívida será paga posteriormente a data.

A CPFL Piratininga suspendeu temporariamente o corte de energia para famílias de baixa renda e também para aqueles em situação de inadimplência. A medida foi sancionada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

BANCOS
Para reduzir os impactos sociais, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) divulgou na última terça-feira (07) alternativas para a renegociação. Os cinco maiores bancos do país, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú Unibanco e Santander permitirão que as dívidas pessoas físicas, de micro e pequenas empresas sejam pagas até 60 dias após a data de vencimento.

Contudo, vale ressaltar que cada instituição tem definido individualmente, de acordo com suas políticas de crédito, os produtos sujeitos ao benefício, prazo e condições de pagamento, conforme explicado pela Febraban.

Sebrae dá dicas aos pequenos

Os donos de micro e pequenas empresas são os mais afetados pela crise. Pensando nisso, o Sebrae disponibilizou dicas estratégicas para o enfrentamento da crise.

Faça uma previsão das despesas para os próximos meses.
Procure negociar as despesas com maior impacto no seu negócio.
Evite fazer compras que não sejam extremamente necessárias.
Estude a possibilidade de realizar promoções de produtos que estejam no estoque para manter o nível de compra dos clientes.

Mais informações pelo site http://www.agenciasebrae.com.br/sites/asn/uf/NA/coronavirus-sebrae-lanca-guia-de-gestao-financeira-para-orientar-pequenos-negocios,1bc8bd35e6ae0710VgnVCM1000004 c00210aRCRD


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