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Contato com os animais auxilia em tratamentos

ANGELO AUGUSTO | 09/08/2019 | 05:02

Hoje, dia 9 de agosto, comemora-se o Dia da Equoterapia. Método terapêutico e educacional, utiliza o cavalo dentro de uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiências e/ou necessidades especiais.

Os animais utilizados recebem treinamento especial, que dura de três a seis meses, para que possam começar a participar das sessões. O contato com o cavalo é o principal instrumento da terapia e traz benefícios capazes de mudar efetivamente a vida dos pacientes. “Durante as aulas acontece uma relação motora, através do movimento do cavalo, que ajuda a pessoa com alguma deficiência física, por exemplo, mas também uma conexão cerebral, que favorece os estímulos e atua no psicológico do paciente” relata Carla Cristina Natucci Zamboli, presidente da Abraahce Equoterapia, uma ONG que visa o relacionamento homem, animal e meio ambiente, com atuação em Jundiaí.

“A terapia para a pessoa que necessita de ajuda na ordem emocional é feita através do contato direto com o animal: o cavalo funciona como um espelho para ela”, explica Carla.

Bruna Victória Tassinari Netto, de 11 anos, realiza sessões de equoterapia há mais de um ano e conta que isso mudou totalmente sua vida. Ela lida com um Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD), crises comportamentais que geram um comportamento bastante agressivo. ”Às vezes eu fico muito agressiva, como se fosse uma crise. Sempre foi muito difícil as pessoas lidarem comigo. Mas aí eu me apaixonei pelo Angaí (cavalo com o qual ela realiza as sessões). Ele é um cavalo muito paciente comigo e me ensina muita coisa”, relata a paciente.

“Desde quando eu comecei a equoterapia praticamente não tive mais crise. Antes, tinha umas oito crises em sete dias da semana desde o ano passado eu só tive umas cinco. Aqui é um ambiente que me traz muita paz”, afirma Bruna, que parou de tomar os remédios psiquiátricos após as sessões. “Hoje é uma coisa que faz parte da minha vida e eu não me vejo sem isso”, conta.


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