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Coronavírus deixa instituições de ensino em alerta

KÁTIA APPOLINÁRIO | 13/03/2020 | 05:01

O número de casos confirmados de coronavírus em nível nacional tem crescido diariamente. O Brasil registrava até a tarde de ontem (12), 77 casos confirmados. Além destes, há 1.422 casos suspeitos e outros 2.662 que já foram oficialmente descartados.

O aumento se deu sobretudo em São Paulo e no Rio de Janeiro, estados foco do vírus no país. No primeiro, os casos confirmados saíram de 30 para 42 entre e no Rio pulou de 13 para 16 confirmações.

Em Jundiaí, de acordo com o boletim emitido pela Unidade de Vigilância Epidemiológica (UVE), há 21 notificações, sendo que 3 casos foram descartados e outros 18 ainda estão sob suspeita e justamente em função das estatísticas, algumas instituições de ensino estão em alerta.

A Universidade de Campinas (Unicamp) divulgou na manhã de ontem (12) uma nota oficial declarando a suspensão de suas atividades até o dia 29 de março. A universidade de São Paulo também suspendeu as aulas do curso de Geografia, na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) devido a confirmação da doença por um aluno do curso.

Pela Região algumas unidades emitiram boletins para definir as ações para os próximos dias, mas todas foram unânimes em afirmar que não há motivos para pânico. A Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ) alega que por hora manterá as aulas normalmente e que medidas de prevenção já estão sendo colocadas em prática.

Cartazes e folhetos explicativos foram divulgados sobre higienização e prevenção, assim como banners colocados na entrada da instituição e no ambulatório. Frascos de álcool gel foram espalhados pela faculdade.

Máscaras foram entregues aos casos suspeitos e uma campanha de conscientização já está sendo veiculada com matérias e vídeos explicativos desenvolvidos pela equipe de Infectologia.

O Centro Universitário Campo Limpo Paulista (Unifaccamp) criou um grupo de crise para acompanhar o desenvolvimento dos casos, bem como estudar possíveis soluções futuras.

A Universidade Paulista (Unip) afirma que não há perspectiva de paralisação, assim como o Centro Universitário Unianchieta, porém esta afirma que até a próxima semana uma nota oficial será emitida para informar todos os alunos. A Faculdade Anhanguera de Jundiaí informa que está seguindo as orientações do Ministério da Saúde e até o momento as aulas estão mantidas e o cronograma segue normalmente. A instituição está orientando alunos e colaboradores em relação à medidas preventivas e não medirá esforços para preservar a saúde e o bem-estar de todos.

ESCOLAS
Em nota conjunta, a Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (Seduc-SP), a União Municipal dos Dirigentes de Educação (Undime-SP), a Secretaria Municipal de Educação (SME-SP) e o Conselho Estadual de Educação (CEE-SP) divulgaram que escolas das redes públicas dos Sistemas de Ensino do Estado e Município de São Paulo prosseguem de acordo com as instruções indicadas pelos órgãos oficiais de saúde para a prevenção da transmissão do coronavírus. E completa alegando que, conforme Portaria número 356, do Ministério da Saúde, qualquer eventual medida sobre suspensão de aulas será tomada sob a orientação da Secretaria de Saúde do Estado.

A Prefeitura de Jundiaí afirma que na rede de ensino municipal as aulas serão mantidas e que também não há recomendações para o cancelamento de atividades paralelas, como eventos esportivos e de entretenimento.

COMITÊ
Vale lembrar que o município conta ainda com a ação do Comitê de Enfrentamento do novo coronavírus, que está agindo preventivamente contra a disseminação da doença em Jundiaí. Formado por representantes da Unidade de Gestão da Promoção da Saúde (UGPS), além de integrantes de hospitais da rede pública e privada da cidade, o comitê se reune hoje (13), às 11h30, para pautar outras ações a serem colocadas em prática pelos órgãos de saúde.

REFORÇO
Com o intuito de reforçar o atendimento dos casos suspeitos e confirmados, o Ministério da Saúde abriu 5.811 vagas para médicos com CRM Brasil atuarem nos postos de saúde de 1.864 municípios de todo o país, além de 19 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI).

Além de fortalecer a Atenção Primária, que atenderá os casos mais leves, o Ministério da Saúde também está ampliando a disponibilidade de leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). “Se o gestor solicitar mais leitos de UTI porque a demanda está ultrapassando a sua capacidade de atendimento, temos uma licitação para acionar e, em uma semana ou no máximo 10 dias, esses leitos são instalados, com todos os insumos necessários. O hospital só entrará com a equipe médica e de enfermagem para que o leito possa funcionar rapidamente”, explica o secretário Executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo.


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