Jundiaí

Coronavírus: Em Jundiaí, 25% dos positivos têm 40 anos

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Crédito: Reprodução/Internet
A maior incidência de casos de infecções por coronavírus no município, ou seja, 69%, está concentrada em pessoas entre 30 e 59 anos. Os dados são da Prefeitura de Jundiaí que divulgou um relatório sobre a evolução do covid-19 na cidade. A maior média é de pessoas entre 40 e 49 anos representando 25% dos casos positivos em Jundiaí. As pessoas que estão na faixa dos 60 aos 89 anos, considerados pertencentes ao grupo de risco, representam 26% dos doentes em Jundiaí. Os mais jovens, dos 15 aos 29 anos são apenas 4% do total. Segundo o Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus (CEC), a maior incidência de casos registrados em pessoas na faixa entre os 30 e 59 anos é explicada pelo perfil populacional do município. “Na pirâmide etária da cidade, essa é faixa que tem maior quantidade de pessoas moradoras na cidade, portanto, isso explica maior exposição ao vírus em uma população economicamente ativa”, explica nota enviada ao Jornal de Jundiaí. Sobre o perfil de vítimas da covid-19 em Jundiaí, ao contrário de dados estaduais e nacionais que apontam crescimento na incidência de casos entre os menores de 60 anos, não há mortes de pessoas fora do grupo de risco. Jundiaí tem 19 óbitos, sendo 63% da população acima de 60 anos, 16% entre 50 a 59 anos, 10,5% na faixa de 40 e 49 anos e 10,5% entre 30 e 39 anos. Vale ressaltar, que 100% dos óbitos registrados em Jundiaí contam com várias comorbidades associadas, colocando-os em grupos de risco. Para o médico infectologista do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), Marco Aurélio Freitas, a quantidade de jovens e de adultos contaminados pelo novo coronavírus segue o padrão visto em outros países. “Cresceu para todas as faixas etárias. Cresceu em todos os lugares porque a curva está crescendo”, diz ele. O especialista alerta que o grupo de risco é o mais vulnerável, formado por idosos e doentes crônicos, embora existam exceções. “A maior parte dos jovens infectados desenvolve formas leves da doença, mas uma pequena parcela pode desenvolver formas graves e vir a óbito. Isso existe entre os jovens e adultos. Aconteceu em todo o mundo e agora no Brasil não está diferente”, explica. Um dos casos de quem não tem idade superior a 60 anos e teve covid-19 é a auxiliar de enfermagem Josimeire Hatori de Oliveira, de 35 anos. Ela deixou o São Vicente no dia 29 de abril após nove dias de internação. “Fiquei um dia em Itupeva porque eu sou daqui, e os outros oito dias em Jundiaí, no São Vicente”, conta ela. Após a transferência de Itupeva para Jundiaí, Josimeire ficou as 48 horas seguintes na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). A auxiliar de enfermagem é hipertensa, mas estava com a doença estabilizada por medicação. “Eu acredito que o vírus pode ser agressivo para pessoas mais jovens”, diz ela, referindo-se ao perigo para menores de 60 anos. Nas últimas duas semanas de abril, entre os dias 15 e 30, o número de casos confirmados de covid-19 em Jundiaí saltou de 46 para 159, aumento de mais de 250%. A taxa de letalidade de Jundiaí para covid-19 nesta quarta (6) era de 8,26%, com 19 óbitos por 230 casos confirmados. Esse coeficiente está diretamente ligado à quantidade de testes realizados na cidade e a identificação dos casos positivos. Com o novo modelo de testagem implementado mais pessoas serão confirmadas, contribuindo para a queda na taxa de letalidade. No Estado, a taxa é de 8,37%, o que significa que Jundiaí está abaixo da média estadual: a brasileira, no mesmo período, é de 7% 3 No Estado Em São Paulo, segundo dados da Secretaria de Saúde, a quantidade de pessoas vítimas da covid-19 com menos de 60 anos representava 693, de um total de 2.627 óbitos. A parcela de jovens e adultos, que não parece grave visto o número total, pode ser mais agressiva considerando-se que em 4 de abril eram apenas 37, de um total de 260 mortes. A mortalidade por coronavírus entre jovens e adultos cresceu 18 vezes no estado. Nesse período, a proporção de óbitos entre jovens saltou de 14% para 26%. À medida que isso se amplificou, houve consequente redução entre idosos (de 85% para 74%). Pessoas acima de 60 anos ainda são as mais suscetíveis à covid-19, mas o crescimento foi de oito vezes ente elas. Ou seja, número de pessoas jovens vítimas do coronavírus está aumentando, em contrapartida ao de idosos, que vem diminuindo.  

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